Inspire-se com #GirlBoss de Sophia Amoruso

Vamos falar de empreendedorismo? O livro  #GirlBoss, que conta a história de Sophia Amoruso, a CEO e fundadora do site Nasty Gal. A obra inspirou até uma série na Netflix — e você precisa ler!

Falar que o livro é só autobiográfico é muito raso. É uma mistura de biografia, com autoajuda, com comédia e com lições de vida preciosas. Apesar dela narrar a trajetória de sucesso de seu negócio, Sophia também conta sobre a sua vida. Então, dá até para aprender algumas coisas sobre relacionamentos. Ela cita uma fase em que ficou obcecada pela ex do namorado e só falava dela. Até que o cara perguntou porque ela fazia aquilo. Ele não lembrava mais de ex, não pensava, não queria saber da vida dela e toda hora a Sophia tocava no nome da mulher. Lição aprendida.

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Eu leio quase tudo em formato digital e nesse livro fiquei dando print das páginas loucamente — ou usando aquele marcador que o Kindle tem. Ela fala muitas coisas boas! Separei dois trechos que eu achei incríveis: “Você tem que dar as caras e arrebentar. Se esse é o mundo dos homens, quem se importa? Ainda assim, sou muito feliz de ser uma garota nesse mundo” e “Se você está frustrada porque não está conseguindo o que quer, pare por um segundo: você já pediu abertamente? Se ainda não pediu, pare de reclamar. Você não pode esperar que o mundo leia a sua mente. Você tem que expor o que quer e, às vezes, expor o que quer é simplesmente dizer: ‘Ei, você pode me dar isso?’”.

A determinação da Sophia é contagiante. E quando você junta essa vontade de fazer o negócio dar certo com o estilo de vida que ela levou por muito tempo (não darei spoilers) dá até aquele quentinho no coração de saber que, se a gente focar e tiver uma vontade louca, vai dar certo mesmo. Você não precisa ser a CEO de uma empresa que faturava 150 mil dólares por hora, pode ser bem-sucedida com o tamanho do negócio que quiser montar.

O que achei de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Eu, como uma boa Potterhead, fiquei contando os dias para o lançamento de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, oitavo livro da saga Harry Potter. A ansiedade era tanta que fiquei na livraria esperando dar meia noite para tirar meu exemplar da caixa e correr para casa. Mas confesso: fiquei decepcionada.

Para quem não sabe, J. K. Rowling não acordou um dia inspirada e resolveu fazer mais uma história para os fãs. Essa trama foi pensada para ser uma peça de teatro, que hoje está em cartaz em Londres e Nova York. Logo, em vez de se deparar com mais uma narrativa cheia de detalhes que fazem surgir na nossa cabeça um mundo mágico, quem leu deu de cara com um roteiro de uma peça: primeiro ato, cena um… Nada daquelas looongas histórias que estávamos acostumados.

E falando em história, Harry não é mais um adolescente. Ele agora é um homem, que trabalha no Ministério da Magia, casado, com 40 anos e pai de três filhos — e todos os acontecimentos se dão por causa do comportamento de um deles, Albus, que carrega o peso de ter Potter como sobrenome. Sabe adolescente mal-humorado, que não se encaixa e que pede para os pais não ficarem muito por perto? É quase isso. Albus não gosta da atenção (e dos olhares) que recebe por ser um Potter e, para piorar, o menino não é nada como Harry: foi escolhido para a Sonserina, não domina uma vassoura, não é bom em feitiços, não se dá nada bem com o pai e seu melhor amigo é o filho de Draco Malfoy, Scorpius. Deu para sentir o drama?

Com a intenção de desfazer uma morte de Cedrico Diggory, que para Albus, aconteceu por culpa do Harry (lembram do personagem interpretado por Robert Pattinson em Harry Potter e o Cálice de Fogo? Então…), ele e Scorpius resolvem voltar no tempo e tentar evitar que o cara termine no cemitério em frente a Valdemort ao fim da última prova do Torneio Tribruxo. Só que qualquer pequena mexida no passado alterava o futuro inteiro (também aprendemos isso quando Hermione usava o Vira-Tempo para conseguir assistir mais aulas), o que fez com esses dois garotos dessem de cara com vários tipos de universo: um onde Harry não estava vivo e o mal dominava o mundo, outro onde Rony e Hermione nunca se casaram…

A atitude tem um pingo de rebeldia? Tem. Mas foi incentivada por uma personagem que ninguém esperava que existisse: Delphi, a filha de Valdemort com Belatriz Lestrange (que foi morta pela mãe dos Weasley na Batalha de Hogwarts). Tudo o que a menina queria era conhecer o pai, e ela estava disposta a tudo para evitar que ele tentasse matar Harry — já que esse foi o começo do fim da vida daquele que não deve ser nomeado.

A história é cheia de ação, magia, feitiços e cenas que devem ser incríveis de se assistir no teatro. Mas comparada as outras obras da autora é fraca e ainda deixa os fãs com mais um monte de dúvidas (que eu estou torcendo para que sejam resolvidas em um outro livro). No fim das contas, não é uma trama de aventura e coragem, e sim, o relacionamento entre pais e filhos.

Você conhece o livro “Histórias de Hogwarts: Proezas, Percalços e Passatempos Perigosos”?

J. K. Rowling não escreveu apenas os oito livros que contam a história de Harry Potter. Ela foi além. Pensou também em contar aos seus fãs o que aconteceu no universo do bruxo mesmo quando ele não está envolvido na trama. Histórias de Hogwarts: Proezas, Percalços e Passatempos Perigosos, por exemplo, é um deles.

Bem curtinho, essa obra conta a história de vida de quatro professores de Hogwarts: Minerva McGonagall, Remus Lupin, Sybill Trelawney e Silvanus Kettelburn. Os dois primeiros são peças fundamentais na histórias. Já os últimos, fazem parte da trama de uma maneira mais leve, mas que nos dá a sensação de mundo mágico.

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Ao contar a história de Minerva e Lupin, por exemplo, J. K. Rowling apresenta o relacionamento dos pais dos personagens, nos leva de volta a sua infância e aos problemas que enfrentaram em sua vida. Cenas que não conseguimos ver quando o foco está apenas em Harry. É uma oportunidade de conhecer a mãe bruxa de Minerva, o lobisomem que faz com que Lupin se transformasse um, a vida amorosa de ambos… É bem divertido!

O mesmo acontece com a professora de Adivinhação (lembra que Hermione odiava suas aulas?) Sybill e o professor de Trato de Criaturas Mágicas Silvanus, mas de uma maneira bem mais superficial.

Outra coisa que descobrirmos desse livro é a visão que J. K. Rowling tem de seus próprios personagens. Tem textos em primeira pessoa sobre eles a inglesa até confessa que chorou ao relembrar a morte de Lupin. Isso sem falar nas explicações sobre o que é ser um Animago (vamos precisar ter isso em mente para o próximo filme de Animais Fantásticos, mesmo com a explicação de que a Nagini se transforma em cobra por um outro motivo) e sobre a difícil vida de um Lobisomem

Viagem dos sonhos: Visite o mundo mágico de Harry Potter em Orlando

Não, não da pra chegarmos na plataforma 9 3/4 e pegarmos o trem para Hogwarts, mas nos parques da Universal, em Orlando, rola viver uma experiência semelhante. Sim, a cidade na Flórida, Estados Unidos, construiu um pedacinho do mundo mágico de Harry Potter para a grande felicidade dos fãs.

Tanto o Universal quanto o Islands of Adventures têm um cantinho dedicado ao mundo bruxo. Um deles abriga Hogsmeade e o castelo de Hogwarts e o outro o Beco Diagonal. Ambos são interligados pelo caminho trem feito pelos alunos da escola de magia e bruxaria.

Se você é fã da saga, passar por lá é mágico e uma experiência inexplicável. Recomendo começar o passeio pelo simulador do castelo ou pelo Banco de Gringotes. Às vezes em que fui, elas eram as atrações mais disputadas. Chegue cedo no parque só para viver essa experiencia com menos filas.

Se você é mais radical, há uma montanha russa dos dragões. Se não é, a experiência de encontrar a sua varinha e muitas lojas com produtos que ouvimos falar em todos os livros da saga — inclusive a loja de doce dos irmãos Wesley.

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Experimente cerveja amanteigada, suco de abóbora e feijãozinho de todos os sabores. Não vale sair do parque sem provar as iguarias mágicas. E, claro, tire muitas fotos!

 

Relembre o livro de Animais Fantásticos e Onde Habitam antes do lançamento do novo filme

Faltam poucos dias para a estreia de Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os Crimes de Grindelwald, então já está na hora de começar aquele “momento lembrancinha” para quem esqueceu detalhes do primeiro longa, Por isso, hoje vou falar de Animais Fantástico e Onde Habitam, onde J. K. Rowling conta a história de um bruxo inglês que vai parar em Nova York com um uma mala cheia de criaturas mágicas.

O livro Animais Fantásticos e Onde Habitam (Rocco) é uma obra bem fininha, com 63 páginas, e foi lançada em 2001 no Brasil. É como se fosse uma enciclopédia de bichos mágicos, onde Newt Samander, personagem principal da adaptação para o cinema, conta um pouco dos estudos que fez a respeito de cada criatura do mundo não trouxa. É como se fosse um livro didático que logo na primeira página já está escrito “Pertence a Harry Potter” e que tem um monte de rabiscos como se ele realmente o tivesse usado — inclusive uma troca de recados com o Roni.

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Aí você me pergunta, como uma enciclopédia virou história de cinema? J. K. Rowling escreveu um roteiro especial para Hollywood, senhoras e senhores. E que rufem os tambores: também vai virar livro! Fantastic Beasts And Where To Find Them The Original Screenplay, que é esse da foto, é a narração do que acontece nas telonas do cinema.

Se não tiver tempo de assistir ao longa, vale investir em algumas horinhas com esse livro na mão. Vai dar mais trabalho? Talvez! Mas será uma delícia!

The Tales of Beedle the Bard é um livro de conto de fadas com histórias de bruxos

A gente pode dizer, sem sombra de dúvidas, que Harry Potter é uma história de aventura e cheia de acontecimentos. É uma eterna briga do bem contra o mal que começou quando o garoto era apenas uma criança e venceu um feitiço Avada Kedavra.

Só que enquanto a vida de Harry e seus amigos é cheia de tumultos em Hogwarts, os outros bruxos levam uma bem tranquila. A ponto de, inclusive, terem um livro cheio de contos para contar às crianças na hora de dormir. Bom, pelo menos foi assim que eu classifiquei o The Tales of Beedle the Bard. Eu o li em sua versão em inglês, onde é descrito com tradução de Hermione e notas originais de Dumbledore, que faz comentários ao fim de cada conto.

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A ideia de mencionar os personagens como se fossem parte da produção do livro nos faz ter uma sensação de que estamos o alugando direto da biblioteca de Hogwarts. É legal ver o “mundo mágico” dentro do já mundo mágico de Harry Potter nas histórias narradas nessas 105 páginas. Os contos nem sempre são fofinhos (aliás, acho que nunca são nesse caso), mas se assemelham bastante, como eu já disse, aquelas historinhas que se conta para as crianças. Quase um Contos de Grimm.

Pequenas histórias cheias de magia? Trabalhamos também por aqui!

Quadribol Através dos Século conta a história do esporte mais popular do mundo bruxo

Se você é fã de Harry Potter assim como eu, sabe que quadribol é parte fundamental (e muito amada) do mundo bruxo. O esporte que nos é apresentado no primeiro livro, quando Harry se torta apanhador logo em seu primeiro ano de Hogwarts, ganhou um espaço também no coração de quem é fascinado por essa atividade mágica.

Por isso, o próprio Alvo Dumbledore resolveu abrir a história para nós, trouxas, no livro Quadribol Através dos Séculos. A obra bem curtinha, com apenas 63 páginas, volta no tempo para nos apresentar como surgiu esse ‘futebol voador” do mundo bruxo —  na minha edição, que é de 2001, na primeira página ainda há o nome de alunos que pegaram o exemplar na biblioteca.

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Assim como o nome já diz, esse livro é uma enciclopédia do quadribol: narra desde a evolução das vassouras no mundo bruxo, aos tipos de partidas antigas que eram praticadas, até o acréscimo das bolas e modernização do esporte. Há também uma parte onde você aprende as regras, os times, o nome das posições do jogadores e afins.

Lembra da Copa do Mundo de Quadribol que a gente lê sobre em Harry Potter e o Cálice de Fogo? Após esse livro, vale reler a obra da série para entender melhor a torcida.  

Asiáticos Podres de Ricos ganha versão para o cinema

O que você está fazendo nesse feriado? Peço uma licença poética para falar de um filme, que foi inspirado em um livro, e que está agora em cartaz nos cinemas.

Podres de Ricos é uma adaptação da obra de Kevin Kwan e tem tudo para te encantar. O formato é de uma comédia romântica tradicional, mas se passa em um cenário (e cultura) bem diferente: em Singapura.

Rachel Chu e Nicolas Young namoram. O que ela não sabe é que o cara é podre de rico (eis a inspiração para o título em português, já que em inglês a obra chama “Crazy Rich Asian”). Rachel acaba descobrindo no susto que o namorado é quase uma realeza em seu país de origem — e é obrigada a enfrentar todo o preconceito da família e amigos por não ser da mesma classe social.

As interações dos personagens são engraçadas, a história flui bem e você ainda vai se deparar com uma cultura diferente, algo que é gostoso de aprender.

Palmas para a protagonista que é uma mulher muito determinada e, na medida do possível, não se deixa abalar pela pressão, cobranças e caras feias que ela encontra pelo caminho.

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Série inspirada em A Amiga Genial estreia em novembro na HBO

A série Napolitana, escrita pela autora italiana Elena Ferrante, caiu no gosto da galera. Pode perguntar alto aí no escritório se tem alguém lendo A Amiga Genial. Aposto que pelo menos uma pessoa vai dizer que sim. Até o final do mês, irá estrear na HBO a série inspirada na história dessas duas amigas.  O que eu não entendi muito bem é porque que tem tanta gente apaixonada pela história.

A obra conta a vida de Elena e Lila desde a infância até a adolescência. A ideia de voltar no tempo e escrever tudo o que lembrava da convivência com a amiga veio de Elena, após Lila desaparecer no mundo sem deixar nenhum rastro. Criar um diário de memórias era como uma vingança pelo sumiço repentino da colega que sempre foi próxima a ela.

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Verdade seja dita: Elena, a autora não a personagem, sabe escrever muito bem. E mesmo contanto sobre as descobertas escolares, afazeres domésticos e vida cotidiana de um bairro humilde em Nápoles, ela prende sua atenção. Do nada, você quer saber como o marceneiro, sapateiro, verdureiro e afins, estão atrelados a amizade de duas meninas que são tão diferentes.

O que me incomodou foi que se passam as páginas, os dias, os meses e os anos e nada muda. Não tem nenhum acontecimento marcante que te deixe com uma vontade louca de devorar a obra até o fim para saber onde ela vai chegar. Claro que existem alguns fatos que despertam um “oh!!!” aqui e ali, mas nada de se perder o fôlego e pensar: “não acredito”.

Mesmo assim, não desaconselho você a começar esse livro. Cada história toca as pessoas de uma maneira diferente e, se tiver a companhia de uma amiga no decorrer da trama, melhor ainda. Assim vão pelo menos poder discutir os fatos.

Jack o Estripador – Rastro de Sangue é o livro ideal para o seu Halloween

Chegou o dia mais assustador do ano: 31 de outubro, Halloween. E eu, que não sou boba nem nada, fui logo pensando em um livro que pudesse combinar com essa data. E, nada melhor do que um título da Editora Dark Side.

Jack o Estripador – Rastro de Sangue, de Kerri Maniscalco, como o título já diz, narra a história de um assassino e a paixão de uma jovem de apenas 16 anos do século XIX pela a análise de cadáveres. E esse interesse não surgiu do nada: seu tio é uma referência na medicina forense e ela fica encantada ao vê-lo trabalhar —  e até frequenta suas aulas na universidade vestida de menino, já que não era permitido a presença de mulheres na época.

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É sua habilidade de analisar cadáveres que usa para ajudar a desvendar quem é o JacK, o estripador, que está matando pessoas em meio a uma Londres violenta. É muito girl power ver uma jovem, em um momento da sociedade onde ela sequer tinha oportunidade de estudar como os homens, tão determinada a se dedicar a sua função. E não desistindo de ser quem quer ser.

Só uma questão, se você tem o estômago fraco, talvez esse não seja seu livro. As descrições são muito ricas, então e se você é sensível é melhor tomar cuidado com o coração na hora das autópsias.