Aprendi com Jane Austen é um livro cheio de ensinamentos

Na minha humilde opinião, Jane Austen é uma das melhores autoras e romancistas e todos os tempos. Suas histórias foram escritas em 1700, mas as abordagens, os comportamentos e os ensinamentos que suas palavras nos passam continuam valendo até hoje. Não poderiam ser mais contemporâneos.

O livro Aprendi Com Jane Austen é escrito por um cara que precisava dar uma chacoalhada em sua vida. Ele estava fazendo pós-graduação e se viu, muito contra a vontade e cheio de preconceitos, com um livro de Jane em suas mãos. Começou por Emma e o achou bem bobo, sem graça e não entendeu qual era dessa idolatria que muitos têm por Austen. Até que começou a prestar atenção nas entrelinhas e descobriu as lições que aquela obra tinha a dar para ele.

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Quase como em um vídeo game, ele vai passando de fases, aprendendo, lendo um novo livro, pegando o próximo e aprendendo de novo. Por conseguir comparar alguns dos seus próprios sentimentos aos dos personagens, e se identificar com os comportamentos deles, William Deresiewicz foi se apaixonando pelas histórias de Austen

Inclusive, em um certo momento, ele até declara que defenderia Elizabeth Bennet, de Orgulho e Preconceito, a todo custo, de tanto que se encantou com a personagem preferida da autora. Durante todas as páginas, ele compara um pouco da sua vida com as narrativas de Austen e ainda as apresenta as histórias de Jane de uma maneira clara para quem não as conhece. Se você é uma fã, vale acrescentar a sua coleção.

Orgulho e Preconceito em HQ: leia clássicos em todos os formatos

Antes de começar esse texto, tenho uma confissão a fazer: sou apaixonada pela Jane Austen. Tenho várias cópias de seus livros, que são lançados com capas diferentes, e não resisto quando vejo algo que ela assina dando sopa na livraria. E foi assim que a versão em HQ de Orgulho e Preconceito foi parar na minha coleção.

Curto ler quadrinhos. Como o formato está em alta, dá para encontrar vários opções de histórias. Na minha coleção tenho desde um de reportagem sobre o Oriente Médio a tramas de heróis. Então, se tem receio em tentar esse tipo de leitura, saiba que dá, sim, para achar uma que combina com você.

orgulho e preconceito

Para quem não conhece, Orgulho e Preconceito é um dos romances mais famosos de Jane Austen. Na trama, as mulheres Bennet são loucas para casar, menos Elizabeth, que decide que só irá subir ao altar com alguém quando estiver apaixonada — inclusive chegou a negar investidas ao longo da história. Quando ela conhece Darcy, nem imagina que aquele é o homem dos seus sonhos. A relação entre eles dois é cercada de preconceitos e orgulhos, mas no fim, como em toda história romântica, o amor vence.

Ah, eu amo essa história.

As Épicas Aventuras de Lydia Bennet é um livro sobre procrastinar

Amo as protagonistas de alguns livros e me irrito profundamente com as de outros. E não porque a história não seja legal, mas pelo fato de eu sentir que falta alguém para chacoalhar essas mulheres e dizer: “Presta atenção no que você está fazendo!”. Bom, foi isso que aconteceu com As Épicas Aventuras de Lydia Bennet, de Rachel Kiley e Kate Noble

A obra é inspirada na série do Youtube The Lizzie Bennet Diaries. O nome pareceu familiar? É porque se trata da mesma Lizzie Bennet que você está pensando: a de Orgulho e Preconceito, famosa obra da Jane Austen. A ideia da produção em vídeo é colocá-la como uma youtuber. Imagina toda aquela marra do começo de 1800 traduzida em comportamentos dos jovens atuais em uma das maiores redes sociais do mundo.

Voltando ao livro, ele narra a vida de Lydia Bennet  (aquela que fugiu com George Wickham e se casou com o soldado na versão original, lembra?). Ela passou por um momento bem complicado (na era da modernidade, teve conteúdos seus vazados na internet) e está se preparando para começar um curso de psicologia em uma cidade longe da família. O problema é que ela procrastina o que leva a confusões na vida.

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Para conseguir uma vaga só pra se inscrever na universidade, Darcy precisou dar uma forcinha, ligar lá e pedir esse favor. Ela só tinha que preencher os formulários. Fez isso? Não! O prazo passou (porque ficou enrolando!), ela não contou para ninguém que tinha “dado ruim”, continuou fazendo o curso de verão, mas cada vez menos interessada.

E é isso que me incomoda. A vida é puxada mesmo, para geral. Mas quando temos uma oportunidade bacana não é melhor abraçar? Ou, se realmente não for aquilo que a gente quer, buscar algo que apreciemos? Acredito que a parte mais difícil é contar para a família, mas os comportamentos confusos da Lydia durante a história me cansaram um pouco…

Destino de viagem dos sonhos: o Museu da Jane Austen

Quem acompanha minha lista de leitura sabe que sou muito fã de Jane Austen. A autora inglesa que morreu em 1817 escreveu vários romances com protagonistas que eu considero mulheres à frente de seu tempo, principalmente se falarmos de Elizabeth Bennet. Então imagine minha surpresa ao descobrir que autora tem um museu dedicado a ela.

Localizado em Hampshire, na Inglaterra, o Museu da Jane Austen fica na casa onde Jane viveu seus últimos oito anos de sua vida com a mãe e as irmãs. Inclusive, segura essa: foi lá que ela escreveu e publicou grande parte de seus sucessos como: Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Emma e Persuasão. Imagina que sonho passear por um lugar desse?

 

O museu foi inaugurado em 1947 e recebe milhares de turistas todos os anos. Além de conhecer a casa onde Jane morou, os visitantes também verão as primeiras edições de seus livros, algumas de suas joias, móveis, pertences de sua família e a mesa onde ela escreveu a maioria as famosas obras. E, ah, também tem uma lojinha para você levar para casa lembranças do local. O ingresso por pessoa sai por 7,50 libras.

 

Eu nunca fui para a Inglaterra e nem conheço esse museu, mas sem dúvida ele está na lista dos destinos que ainda quero ter a chance de visitar. Alguém me leva?