‘Qual o problema das mulheres?’ é uma crítica a como as mulheres foram esquecidas na história

Sabe, eu nunca tinha parada para pensar como as nossas aulas de história do mundo — e nacional — são cheias de heróis homens. Pele jeito que nos foi contado, eles foram as mentes brilhantes e geniais que, com o passar do século fizeram a humanidade ser como é hoje. Mas e as mulheres? Estavam escondidas em um buraco nesse tempo todo? O livro Qual o Problema das Mulheres?, de Jacky Fleming (LPM), levanta essa questão.

A história é toda narrada cheia de ironias e sarcasmos. Se a gente não prestar atenção vai até achar que é um louvor as glorificações masculinas. Mas tudo não passa de um jeito debochado de mostrar como as mulheres foram marginalizadas e como pensadores, muito renomados, como Einstein e Darwin afirmavam que as mulheres não eram espertas o suficiente, frágeis demais e incapazes de aprender, com o passar dos anos.

qual o problema das mulheres

Eu fiquei chocada ao reparar o quanto falamos mesmo pouco nas mulheres nas aulas de história. Cadê as pensadoras, químicas, físicas e biólogas que fizeram a diferença do mundo? Cadê aquelas que se rebelaram contra o que foi imposto a elas? A gente nunca ouviu falar!

O legal é que no final dessa longa narrativa sarcástica feita pela cartunista e feminista britânica, existe um pequeno perfil dessas mulheres que marcaram a história e que são esquecidas e deixadas de lado. É bom lembrar e bom saber.

Inspire-se com #GirlBoss de Sophia Amoruso

Vamos falar de empreendedorismo? O livro  #GirlBoss, que conta a história de Sophia Amoruso, a CEO e fundadora do site Nasty Gal. A obra inspirou até uma série na Netflix — e você precisa ler!

Falar que o livro é só autobiográfico é muito raso. É uma mistura de biografia, com autoajuda, com comédia e com lições de vida preciosas. Apesar dela narrar a trajetória de sucesso de seu negócio, Sophia também conta sobre a sua vida. Então, dá até para aprender algumas coisas sobre relacionamentos. Ela cita uma fase em que ficou obcecada pela ex do namorado e só falava dela. Até que o cara perguntou porque ela fazia aquilo. Ele não lembrava mais de ex, não pensava, não queria saber da vida dela e toda hora a Sophia tocava no nome da mulher. Lição aprendida.

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Eu leio quase tudo em formato digital e nesse livro fiquei dando print das páginas loucamente — ou usando aquele marcador que o Kindle tem. Ela fala muitas coisas boas! Separei dois trechos que eu achei incríveis: “Você tem que dar as caras e arrebentar. Se esse é o mundo dos homens, quem se importa? Ainda assim, sou muito feliz de ser uma garota nesse mundo” e “Se você está frustrada porque não está conseguindo o que quer, pare por um segundo: você já pediu abertamente? Se ainda não pediu, pare de reclamar. Você não pode esperar que o mundo leia a sua mente. Você tem que expor o que quer e, às vezes, expor o que quer é simplesmente dizer: ‘Ei, você pode me dar isso?’”.

A determinação da Sophia é contagiante. E quando você junta essa vontade de fazer o negócio dar certo com o estilo de vida que ela levou por muito tempo (não darei spoilers) dá até aquele quentinho no coração de saber que, se a gente focar e tiver uma vontade louca, vai dar certo mesmo. Você não precisa ser a CEO de uma empresa que faturava 150 mil dólares por hora, pode ser bem-sucedida com o tamanho do negócio que quiser montar.

Amor & Ódio Irresistíveis mostra como a mulher sofre com machismo

Vai construindo esse cenário na sua cabeça: você vai a uma festa, conhece um cara, descobre que ele é bem interessante e que têm muitas coisas em comum. Passam poucos dias e panz: estão disputando a mesma vaga dentro da empresa. Esse é, basicamente, o enredo do livro de Christina Lauren, Amor & Ódio Irresistíveis.

Esse cenário que narrei já seria ruim para qualquer relacionamento dar certo — se não, impossível. Agora (sim, tudo pode ficar pior) acrescente uma grande dose de machismo e terá o panorama completo. Carter e Evie trabalham na mesma empresa, mas o chefe de ambos avisou que não dará para manter os dois a longo prazo. Mesmo Evie tendo anos de firma e Carter sendo o novato, a preferência é dele desde o minuto um. Não tem nada a ver com desempenho a escolha. E sim, com gênero. 

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Além de ser uma história engraçada e romântica, como todas escritas por Christina Lauren, esse livro ainda nos faz abrir os olhos de como a descriminação com a mulher no mercado de trabalho ainda é muito forte e viva mesmo em 2018.

E sabe que a lição que a gente tira? Abaixar a cabeça? Nunca! Temos sempre que continuar a lutar pelos nossos objetivos e direitos, mesmo que o cenário seja o mais adverso possível.

Malala e Seu Lápis Mágico explica a vida da paquistanesa de maneira leve para as crianças

Como dizer para uma criança que outra levou um tiro na cabeça porque se recusou a parar de estudar? Nao se fala! Se uma cena violenta como essa assusta os adultos, imagina o que faria com a cabeça dos pequenos. Só que a história da Malala Yousafzai é importante, inspiradora e dá para contá-la, sim, de maneira leve.

No livro Malala e Seu Lápis Mágico, escrito por ela mesma, a paquistanesa narra sua infância e vida, explicando como sua vontade de estudar a levou mais longe apesar das barreiras que ela precisou enfrentar na cidade natal para conseguir frequentar a sala de aula.

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Ela torna os lápis uma ferramenta de magia, conta seus sonhos, tentar entender, enquanto explica, porque existem pessoas ruins no mundo e capazes de fazer aquilo com as crianças  em 2009 o Talibã proibiu 50 mil garotas de irem a escola. E como Malala queria ser ouvida, encontrou uma maneira de fazer sua voz ecoar, sem saber o risco em que se colocava.

Hoje com 21 anos, ela é a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz (ela tinha apenas 17) por, de acordo com o G1, “sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”. Quer melhor história de superação para contar a uma criança?

Selva Almada, autora de Garotas Mortas, fala os motivos que a levaram a escrever sobre o feminicídio

A escritora argentina Selva Almada não escreveu apenas um livro, ela fez uma investigação sobre casos de feminicídios que aconteceram há cerca de 25 anos em seu país. Sua ideia, em Garotas Mortas (Todavia), era dar pelo menos uma justiça poéticas a mulheres que foram assassinadas e esquecidas.

Hoje, muito se fala em feminicídio, mas há décadas a violência contra mulher não tinha a mesma atenção da mídia e das pessoas como agora. Em uma conversa exclusiva à COSMO que eu mesma fiz, Selva falou sobre como a Argentina luta contra esse crime atualmente.

O que a fez ter vontade de investigar casos como esses?

Feminicídios apareciam cada vez com mais frequência na imprensa, ocupavam a primeira página, falávamos disso o tempo todo. Logo esse caso era substituído por outro. Dizíamos coisas como: “isso está na moda” ou “antes não acontecia”, como se fosse um fenômeno do novo século. Já conhecia o caso da Andrea Danne porque aconteceu em uma cidade vizinha a que eu morava quando era adolescente. Vinte e cinco anos já tinham se passado. Por causa disso, eu pensava: “Isso já acontecia antes, nós só não dávamos importância, eram crimes encarados como algo natural. Não se chamava feminicídio, e sim, crimes passionais. Quase como dando uma aura romântica, de novela, a algo que de qualquer ponto de vista é considerado horrível.

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Foi assim que tive a ideia de primeiro escrever sobre a Andrea. Depois as histórias de Maria Luisa e Sarita se tornaram algo cada vez mais certo para mim, Queria falar dos casos que tinham cerca de 25 a 30 anos, histórias que na época passaram despercebidas, casos que tinham terminado com agressores impunes. Era importante para mim relembrar o passado em vez de abordar os mais recentes. Queria dar uma perspectiva histórica, mesmo que fosse pequena, e uma justiça poética a essas mulheres que hoje teriam minha idade, mas que foram assassinadas arbitrariamente.

Como é o cenário da Argentina na luta contra o feminicídio hoje?

Por sorte, nos últimos anos o machismo está mudando. Em junho de 2015 (um ano depois da publicação do meu livro), surgiu o movimento Ni Una Menos (Nenhuma a menos, em português): uma menina de 14 anos grávida foi assassinada pelo namorado, da mesma idade, que teve a ajuda da família para enterrar o corpo na parte dos fundos de sua casa. Foi um caso que comoveu as redes sociais e rapidamente um grupo de mulheres jornalistas começaram a convocar uma marcha que agora acontece todos os anos. Ela é imensa.

Acredito que pela primeira vez a dimensão real do problema foi notada. Até as pessoas que não estavam envolvidas no assunto começaram a perceber que a violência sexista é um caso para todas na sociedade. Claro que já estávamos falando desse tema há alguns anos, uma Lei contra o feminicídio foi sancionada em 2012 e existiam campanhas incentivando as mulheres a denunciar. Mas acredito que o Ni Una Menos ajudou a chamar todas as mulheres para a rua para dizer um basta. Temos um longo caminho ainda, que estamos construindo dia a dia. Com cada vez mais mulheres abraçando o feminismo, os valores contra os moldes machistas vão penetrando na sociedade.

Acredita que é importante falar do feminicídio para que cada vez mais a sociedade se atente a esse tipo de crime?

Absolutamente. Não existe uma receita mágica para acabar com o machismo. A única maneira é falar e refletir constantemente sobre o assunto. Vivemos e somos criadas em uma sociedade patriarcal, que é algo tão latente a nossa cultura que não se muda do dia para a noite. E não é só um assunto da escola, família e Estado. É algo que todos temos que falar, não importa o lugar que ocupamos. Claro que o Estado tem que estar mais presente, mas não podemos deixar esse problema só em suas mãos. Temos ainda muitos preconceitos para destruir, desde a sociedade aos meios que comunicação que, às vezes, ajudam a dar força a esses pensamentos. Por exemplo: colocar o foco na vítima é algo muito comum cada vez que acontece um caso de feminicídio. Buscam na vida privada da vítima argumentos para explicar porque a assassinaram. É um absurdo! É quase como dizer que ela estava querendo passar pelo que passou.

Vale ler: Profissões para Mulheres e outros Artigos Feminista

O livro Profissões para Mulheres e Outros Artigos Femininas, de Virgínia Woolf, que mostra como as mulheres estão lutando pelos seus direitos há mais de um século, deixou claro para mim como estamos repetindo as mesmas coisas há 100 anos. E alguns índices de igualdade básicos ainda não foram alcançados.

Virgínia narra mulheres subindo em palanques em 1913 e lutando pelo direito de voto, salário mínimo é de estudar em universidades. Retruca livros que falam que as mulheres devem servir os homens em suas resenhas e faz discursos falando sobre as dificuldades que existia para se criar uma carreira quando se era do sexo feminino em 1930.

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Nessa junção de resenhas, discursos e resumos de acontecimentos, me vi marcando várias páginas (daquele jeito criminoso de dobrar a orelha) para não perder e não esquecer as partes mais importante pra mim.

E tem gente que ainda acha que o feminismo não é importante. Em 2018 continuamos enfrentando diferenças de salário, poucas posições de destaque em cargos de chefia, baixa representatividade na política e vivemos uma briga diária contra o machismo.

Ser feminista significa lutar pela igualdade entre os gêneros, ter o direito de ganhar o mesmo que o seu colega homem, poder sair na rua sem medo e ter as mesmas oportunidades que uma pessoa do sexo masculino. Se você ainda não é feminista, deveria começar a ser.

Lily Collins fala como lidou com namoros abusivos em Sem Filtro

Entrevistei Lily Collins em julho de 2017 para a seção BFF de COSMO da COSMOPOLITAN. Nunca tinha falado com ela antes, mas já havia assistido alguns de seus trabalhos. Confesso que a achava talentosa, mas nunca tinha parado para pensar em como ela seria em pessoa. Fui muito surpreendida para o bem.

Lily é inteligente, madura, não foge das perguntas difíceis e tem opinião formadas e fortes sobre tudo. Esse jeito ficou claro durante nosso bate papo e mais evidente ainda após eu ler seu livro, Sem Filtros, onde a atriz abre (quase!) um diário e conta todas as dificuldades que já passou — e algumas das estratégias que usou pra contorná-las.

Ela falou sobre os anos que lutou contra transtornos alimentares, seus relacionamentos abusivos (e como ela demorou a perceber que teve algo errado, mesmo quando o cara a pegou pelo pescoço) e como a ausência do pai em sua vida, Phil Collins, fez diferença em seu crescimento como pessoa.

É um livro bem intenso. Ela fala mesmo, sem medo, sobre situações que a impactaram durante a adolescência até o começo da vida adulta. Mas mesmo em meio a confissões, também fala sobre sua dedicação à profissão e viagens divertidas que fez com a mãe.

Não é um livro de autoajuda, mas ele dá, às vezes, um impulso para a gente refletir sobre algumas coisas das nossas vidas. Mesmo que seja algo simples como: “será que eu não preciso viajar mais?’.

A Livraria é um livro de negócios à moda antiga

Você teria coragem de começar um negócio próprio hoje em dia? Leve em consideração que existem cursos, maneiras de pesquisar, pessoas para auxiliar e investir… Em A Livraria, de Penélope Fitzgerald, uma mulher da década de 50 decide abrir sua própria loja de livros.

Uma atitude arrojada para uma viúva de cidade pequena. Um local cheio de fofocas, onde todo mundo sabe tudo da vida de todos… Ela mal saiu do banco pra pedir um empréstimo e não era novidade na cidade sua decisão.

E, claro, o que por um lado agrada uns, incomoda outros — que queriam o lugar que ela escolheu para sua livraria para começar um outro tipo de empreendimento. Florence não se amedrontou, e colocou o bloco na rua.

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Como é uma história que se passa há quase um século, me senti quase que dentro dos livros da Jane Austen. Pela maneira como as pessoas conversam, se portam, pelos nomes, como conversam… Tudo tem aquele toque de educação inglesa.

E, pra quem não ama ler (mas considera, vai! Esse livro tem só 159 páginas) a obra inspirou um filme que leva o mesmo nome e que ganhou alguns prêmios ao redor do mundo.

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Mulheres Alteradas 1, de Maitena, fala da vida feminina com uma pitada de machismo

Há cerca de um mês estreou nos cinemas brasileiro o filme Mulheres Alteradas, com Monica Iozzi, Alessandra Negrini, Deborah Secco e Maria Casadevall como protagonistas. Além de ver o longa antes que ele estreasse, conversei com as protagonistas sobre seus papéis. Como é inspirado em nos HQ da argentina Maitena, as personagens são bem caricatas, mas são também mulheres fortes e decididas — cada uma em seu estilo.

O que eu não tinha feito ainda era ler os quadrinhos originais da Maitena. E confesso que não fui surpreendida para o bem, não. Eles têm, sim, seus momentos engraçados, mas achei boa parte das tirinhas com teor machista.

Não acho que era intencional. Acredito que quando esse HQ foi escrito os posicionamentos de Maitena eram até chocantes para as pessoas da época. Mas mudamos e evoluímos tanto nos últimos anos (pelo o que vi, a obra era da década de 1990), que ler frases como: “Coisas que você percebe quando chega o calor: que você tem barriga” com uma mulher desmarcando um compromisso de biquíni (Oi?), “As seis únicas coisas que as mulheres invejam nos homens: não ter que se depilar, abrir frascos mais resistentes com as mãos e não ter celulite” (Oi??), “Seis coisas que fazem uma mulher se sentir mal: estar gorda e que o ex se envolva com um  mulherão”, nessa última a personagem está com uma corda no pescoço, como se fosse se matar (Oi???) me deixaram bem chocada.  Achei essas passagens bastante absurdas para os padrões de hoje e tudo que já conseguimos alcançar.

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Por outro lado, existe também uma página que levanta as seis injustiças machistas quando o assunto é beleza. Nela, Maitena fala sobre a necessidade de estarmos sempre magras, depiladas, sobre como os homens ficam interessantes quando envelhecem e as mulheres feias e como o preconceito e ter um relacionamento com alguém mais novo é bem pior para nós.

Nos fim das contas, tem um mix interessante e quadrinhos engraçados, divertidos e irônicos para ler. Não desaconselharia à leitura de ninguém, porque vale ver com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões.

Você vai querer entrar para o “Clube da Luta Feminista”

Esse livro é uma mistura de ‘valorize a força da sororidade’ com ‘respeita as minas’. A jornalista Jessica Bennet é a responsável pelo Clube de Luta Feminista, que como o nome já diz, incentiva mulheres a entrar em um clube em que o objetivo é lutar pelos nossos direitos.

E sabe o que é legal? O clube existe de verdade. Ela o criou com umas amigas para poder abrir o coração e falar das injustiças que elas viam e viviam no ambiente de trabalho. O resultado foi um livro cheio de dicas de como evitar o machismo e ter mais autoconfiança.

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Jessica explica os tipos de homens que podem nos colocar para baixo ou sendo machistas no nosso dia a dia (aquele que rouba sua ideia, o que acha que você é menos por ser mulher, o que a interrompe nas reuniões) e ensina a lidar com eles de forma prática. Ela também fala das maneiras que nós nos sabotamos  — e como fazer com que essa nossa força interna que puxa o tapete sumir também. E isso só falando um pouquinho.

Ela traz dados de estudo, explica as questões baseadas em alguns fatos reais que aconteceram com as amigas… Nada na luta pelo feminismo é ficção, e Jessica constrói o livro com imagens, jogos, contratos de mentira e desenhos de uma maneira que acabamos entretidas e, ainda assim, falando de coisas sérias.

Marquei muitas passagens, mas uma delas, faladas pela criadora da COSMOPOLITAN, Helen Brown. “Não permita que sempre te coloquem para fazer ata da reunião. Senão, você vai continuar transcrevendo à tarde toda enquanto os outros estão se adiantando na tarefa em função da qual a reunião foi convocada”, disse.  Você tem tanto direito (e capacidade) para sentar na ponta da mesa quanto qualquer homem. Levante a cabeça e assuma isso!

Ou seja, conhecimentos não irão faltar.

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