O que achei de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Eu, como uma boa Potterhead, fiquei contando os dias para o lançamento de Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, oitavo livro da saga Harry Potter. A ansiedade era tanta que fiquei na livraria esperando dar meia noite para tirar meu exemplar da caixa e correr para casa. Mas confesso: fiquei decepcionada.

Para quem não sabe, J. K. Rowling não acordou um dia inspirada e resolveu fazer mais uma história para os fãs. Essa trama foi pensada para ser uma peça de teatro, que hoje está em cartaz em Londres e Nova York. Logo, em vez de se deparar com mais uma narrativa cheia de detalhes que fazem surgir na nossa cabeça um mundo mágico, quem leu deu de cara com um roteiro de uma peça: primeiro ato, cena um… Nada daquelas looongas histórias que estávamos acostumados.

E falando em história, Harry não é mais um adolescente. Ele agora é um homem, que trabalha no Ministério da Magia, casado, com 40 anos e pai de três filhos — e todos os acontecimentos se dão por causa do comportamento de um deles, Albus, que carrega o peso de ter Potter como sobrenome. Sabe adolescente mal-humorado, que não se encaixa e que pede para os pais não ficarem muito por perto? É quase isso. Albus não gosta da atenção (e dos olhares) que recebe por ser um Potter e, para piorar, o menino não é nada como Harry: foi escolhido para a Sonserina, não domina uma vassoura, não é bom em feitiços, não se dá nada bem com o pai e seu melhor amigo é o filho de Draco Malfoy, Scorpius. Deu para sentir o drama?

Com a intenção de desfazer uma morte de Cedrico Diggory, que para Albus, aconteceu por culpa do Harry (lembram do personagem interpretado por Robert Pattinson em Harry Potter e o Cálice de Fogo? Então…), ele e Scorpius resolvem voltar no tempo e tentar evitar que o cara termine no cemitério em frente a Valdemort ao fim da última prova do Torneio Tribruxo. Só que qualquer pequena mexida no passado alterava o futuro inteiro (também aprendemos isso quando Hermione usava o Vira-Tempo para conseguir assistir mais aulas), o que fez com esses dois garotos dessem de cara com vários tipos de universo: um onde Harry não estava vivo e o mal dominava o mundo, outro onde Rony e Hermione nunca se casaram…

A atitude tem um pingo de rebeldia? Tem. Mas foi incentivada por uma personagem que ninguém esperava que existisse: Delphi, a filha de Valdemort com Belatriz Lestrange (que foi morta pela mãe dos Weasley na Batalha de Hogwarts). Tudo o que a menina queria era conhecer o pai, e ela estava disposta a tudo para evitar que ele tentasse matar Harry — já que esse foi o começo do fim da vida daquele que não deve ser nomeado.

A história é cheia de ação, magia, feitiços e cenas que devem ser incríveis de se assistir no teatro. Mas comparada as outras obras da autora é fraca e ainda deixa os fãs com mais um monte de dúvidas (que eu estou torcendo para que sejam resolvidas em um outro livro). No fim das contas, não é uma trama de aventura e coragem, e sim, o relacionamento entre pais e filhos.

Relembre o livro de Animais Fantásticos e Onde Habitam antes do lançamento do novo filme

Faltam poucos dias para a estreia de Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os Crimes de Grindelwald, então já está na hora de começar aquele “momento lembrancinha” para quem esqueceu detalhes do primeiro longa, Por isso, hoje vou falar de Animais Fantástico e Onde Habitam, onde J. K. Rowling conta a história de um bruxo inglês que vai parar em Nova York com um uma mala cheia de criaturas mágicas.

O livro Animais Fantásticos e Onde Habitam (Rocco) é uma obra bem fininha, com 63 páginas, e foi lançada em 2001 no Brasil. É como se fosse uma enciclopédia de bichos mágicos, onde Newt Samander, personagem principal da adaptação para o cinema, conta um pouco dos estudos que fez a respeito de cada criatura do mundo não trouxa. É como se fosse um livro didático que logo na primeira página já está escrito “Pertence a Harry Potter” e que tem um monte de rabiscos como se ele realmente o tivesse usado — inclusive uma troca de recados com o Roni.

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Aí você me pergunta, como uma enciclopédia virou história de cinema? J. K. Rowling escreveu um roteiro especial para Hollywood, senhoras e senhores. E que rufem os tambores: também vai virar livro! Fantastic Beasts And Where To Find Them The Original Screenplay, que é esse da foto, é a narração do que acontece nas telonas do cinema.

Se não tiver tempo de assistir ao longa, vale investir em algumas horinhas com esse livro na mão. Vai dar mais trabalho? Talvez! Mas será uma delícia!

O HQ Uma Morte Horrível é bem surpreendente

Olha só! Mais um HQ passando pela sua timeline com o selo de aprovação do Marque Uma Página. Em Uma Morte Horrível, Zoé está em um relacionamento ruim, em um trabalho que não gosta e bem de saco cheio da vida. Até que conhece Thomas, um escritor recluso que dá a atenção que ela estava desejando receber há tempos.

O cara é famoso, várias revistas já escreveram sobre o sucesso de suas obras, mas Zoé não faz a menor ideia quem esse boy seja. Eis o grande motivo do sucesso do romance, pelo menos, até o Thomas começar a escrever uma nova obra.

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Dificilmente eu encontro um livro que me surpreenda com o desfecho. E isso não é um problema necessariamente. Gosto de histórias de amor que o casal fica junto no fim e está tudo certo. Só que esse HQ não me deixou de boca aberta só uma vez, só:  ele conseguiu me fazer dar um gritinho de “O quê?” duas vezes! O que fez com que esse livro garantisse o seu lugar na minha lista de indicações.

Não importa onde você esteja: no metrô, deitada em sua cama, voltando no trabalho… Esse livro promete ser uma companhia maravilhosa que irá ajudá-la na hora de passar o tempo.

Orgulho e Preconceito em HQ: leia clássicos em todos os formatos

Antes de começar esse texto, tenho uma confissão a fazer: sou apaixonada pela Jane Austen. Tenho várias cópias de seus livros, que são lançados com capas diferentes, e não resisto quando vejo algo que ela assina dando sopa na livraria. E foi assim que a versão em HQ de Orgulho e Preconceito foi parar na minha coleção.

Curto ler quadrinhos. Como o formato está em alta, dá para encontrar vários opções de histórias. Na minha coleção tenho desde um de reportagem sobre o Oriente Médio a tramas de heróis. Então, se tem receio em tentar esse tipo de leitura, saiba que dá, sim, para achar uma que combina com você.

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Para quem não conhece, Orgulho e Preconceito é um dos romances mais famosos de Jane Austen. Na trama, as mulheres Bennet são loucas para casar, menos Elizabeth, que decide que só irá subir ao altar com alguém quando estiver apaixonada — inclusive chegou a negar investidas ao longo da história. Quando ela conhece Darcy, nem imagina que aquele é o homem dos seus sonhos. A relação entre eles dois é cercada de preconceitos e orgulhos, mas no fim, como em toda história romântica, o amor vence.

Ah, eu amo essa história.

Linéia e Seu Jardim ensina às crianças a criarem sua própria horta

Você se lembra de quando estava na escola e a professora te deu a tarefa de plantar um feijão? A sensação de abrir um buraquinho na terra, colocar a semente e esperá-la crescer era tão gostosa! E melhorava ainda mais após a germinação do grão. Lembra?

É mais ou menos esse sentimento que o livro “Linéia e Seu Jardim” desperta em um adulto que o lê. A pequena menina que ganhou o nome em homenagem a uma flor dá várias dicas de jardinagem para quem quer ter seus próprios vasos em casa.

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E o que é mais divertido dessa obra é que, entre uma explicação e outra, ela desperta nas crianças (afinal, é um livro infantil) a vontade de interagir com a natureza, ver as flores crescerem e, por que não, a comer melhor. A cada página elas elas saberão o trabalhão que dá para uma flor ou fruta nascer.

Está preparada para criar sua horta?

Conheça o livro ‘Sempre Faço Tudo Errado Quando Estou Feliz’

Sabe quando você precisa de uma injeção de autoestima? Tem livros que te ajudam a colocar sua astral lá para cima e, de quebra, dar algumas lições de vida extra. O livro Sempre Faço Tudo Errado Quando Estou Feliz, da Renata Segal (Editora Planeta), a criadora do perfil Aquele Eita, é assim.

Se por um lado ele está dá uma animada, por outro, ela te faz parar e pensar: será mesmo que tenho que ir para esse caminho? Será que aquele relacionamento valeu a pena? Será que não estou colocando muito peso em algo que nem merecia assim tanto destaque?

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E tudo isso, em forma de pequenos quadrinhos, páginas com textos curtos e desenhos divertidos. Ele é o tipo ideal de livro para você curtir assim, por uma hora, e passar para frente. Entre uma criação e outra, você vai acabar lembrando de uma amiga que precisa ouvir aquilo tanto quanto você.

Lily Collins fala como lidou com namoros abusivos em Sem Filtro

Entrevistei Lily Collins em julho de 2017 para a seção BFF de COSMO da COSMOPOLITAN. Nunca tinha falado com ela antes, mas já havia assistido alguns de seus trabalhos. Confesso que a achava talentosa, mas nunca tinha parado para pensar em como ela seria em pessoa. Fui muito surpreendida para o bem.

Lily é inteligente, madura, não foge das perguntas difíceis e tem opinião formadas e fortes sobre tudo. Esse jeito ficou claro durante nosso bate papo e mais evidente ainda após eu ler seu livro, Sem Filtros, onde a atriz abre (quase!) um diário e conta todas as dificuldades que já passou — e algumas das estratégias que usou pra contorná-las.

Ela falou sobre os anos que lutou contra transtornos alimentares, seus relacionamentos abusivos (e como ela demorou a perceber que teve algo errado, mesmo quando o cara a pegou pelo pescoço) e como a ausência do pai em sua vida, Phil Collins, fez diferença em seu crescimento como pessoa.

É um livro bem intenso. Ela fala mesmo, sem medo, sobre situações que a impactaram durante a adolescência até o começo da vida adulta. Mas mesmo em meio a confissões, também fala sobre sua dedicação à profissão e viagens divertidas que fez com a mãe.

Não é um livro de autoajuda, mas ele dá, às vezes, um impulso para a gente refletir sobre algumas coisas das nossas vidas. Mesmo que seja algo simples como: “será que eu não preciso viajar mais?’.

Esse é o livro certo para quem vive a vida “Entre Umas e Outras”

Lá vou eu de novo tentar convertê-la para o mundo dos quadrinhos. Acredite que é legal e dá uma chance, vai! Vale começar pelo graphic novel Entre Umas e Outras, da Julia Wertz, que não poderia ser mais vida real se tentasse. Quando a gente se identifica, a leitura flui mais fácil.

Na história autobiográfica, Júlia conta como (e o motivo) que decidiu deixar São Francisco e tentar a vida em Nova York. Na introdução ela admite saber que é uma trama clichê, que o mundo está cheio de histórias de pessoas que “comeram o pão que o diabo amassou antes de se dar bem” na Big Apple e já se desculpa. Sem precisar. Apesar de já termos vistos uma narrativa como essa antes, cada história é uma história — só o cenário se repete.

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Ela morou em apartamento pequeno (claro!), trabalhou como entregadora de comida, tentou um estágio em jornalismo, bebia demais, não tinha o melhor senso de estilo do mundo, mas seguiu em frente. Foi indo com seu cabelo de capacete, mochila suja e calça de sempre.

Acho inspirador ver que em meio a maior confusão ainda dá para sair um pouco de luz. Mesmo que você olhe para os lados e fale: “Agora ferrou. Daqui não dá mais pra sair”, sempre tem aquele caminho que te leva a onde deseja. É fácil? Não. É rápido? Não. Cansa? Com certeza. Mas que dá, às vezes, dá. E não tem como não sentir um quentinho no coração ao ver que a vida ainda tem jeito.