O Assassinato De Roger Ackroyd é uma história de mistério das antigas

Eu sempre gostei de livros de mistério. Histórias com detetives, policiais, crimes a serem resolvidos… E como os thrillers ganharam uma fama meteórica nos últimos dois anos, cada dia era mais comum ver histórias com essa pegada nas prateleiras. O que eu adoro. Mas, às vezes, sinto falta de outra coisa.
Quem acordava cedo para assistir desenho quando era criança levanta a mão. \o Na minha época, o legal dos sábados era ir à sala assistir Scooby Doo. Queria muito ser a Daphne (apesar de ser bem mais parecida com a Velma) e ficava hipnotizada nas pistas até acharem o culpado — e quase sempre o primeiro suspeito é o mordomo.
Por isso esse livro da Agatha Christie me deu um quentinho no coração. Já li várias obras da autora britânica, mas me peguei virando as páginas (mesmo que seja no meu Kindle), de O Assassinato De Roger Ackroyd.

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Ler Agatha Christie é voltar às origens do mistério. Ela vendeu cerca de 4 bilhões de cópias de suas histórias e escreveu muitas tramas com crimes que precisavam ser desvendados. Esse tem uma fórmula clássica que eu amo: acontece um assassinato, não há muitas pistas (apenas pegadas e digitais) e o primeiro suspeito, claro, é o mordomo.
Roger Ackroyd tinha informação sobre um assassinato e um suicídio antes de ser ele mesmo assassinado. Mas só quem tem o conhecimento completo da história é o médico da cidade. Entre detetives particulares e investigação da polícia, vamos descobrindo o rumo desse acontecimento.

A série da HBO, Objetos Cortantes, é inspirada em um livro

O que você gosta mais: ler antes de assistir ou só assistir? Existem muitas adaptações para cinema e TV que parte dos livros. Umas ficam incríveis, outras nem tanto. Mas eu sempre acho bem legal ter os dois lados na cabeça antes de apontar o dedo: as páginas e a adaptação. O livro da coluna dessa semana é Objetos Cortantes, de Gillian Flynn e que ganhou uma versão na HBO.

A história narra a vida de uma jornalista Camille Preaker, que volta a sua cidade natal para investigar o assassinato de duas jovens meninas. Ela abandonou aquele lugar há oito anos e é muito difícil, por conta de seus próprios problemas psicológicos, estar de novo naquele ambiente.

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Você colocaria em risco sua saúde mental por causa de seu trabalho? Camille só voltou porque o chefe a deixou sem saída em busca da história que ele acha que irá trazer reconhecimento para o seu jornal. Quando nossa carreira está envolvida, fica difícil ponderar o que vale ou não?

Na TV, quem vive Camille é a atriz Amy Adams. Ela dará vida a essa menina problemática e que passa seus dias investigando casos policiais.

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Você já conhece Amor e Amizade, de Jane Austen?

A autora inglesa Jane Austen é famosa por suas obras icônicas como Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade e Emma. Eu, como uma boa fã, tenho uma coleção dos livros dela com todos os tipos de capas, expostas na minha estante. Então imagine só minha surpresa ao entrar em uma livraria e encontrar um que ainda não conhecia.

Pois bem, apresento a você Amor e Amizade. A editora L&PM Pocket lançou uma versão pequenininha dessa obra, com capa fofa e que dá pra levar na bolsa. E se você está esperando uma história como a da Lizzie Bennet e o Sr. Darcy, se engana. A vida de Laura leva mais jeito para um filme de drama do que um romance.

amor e amizade

Vixi, já dei um spoiler enorme. Mas não estraguei a história, juro! Laura resolve fazer um resumo de sua vida em 16 cartas escritas para a filha de uma de suas amigas, Marianne. Nelas, ela narra o sofrimento e dor que passou pelos seus dias, desde o momento que se casa até quando, bem… Não posso contar.

É uma história (claro!) com a cara da Austen: viagens de carruagens, famílias, mansões, casamentos… Se você já é fã da inglesa, vai amar!

Conheça “A Fogueira”, o primeiro livro da atriz e protagonista da série Jessica Jones, Krysten Ritter

Você pode até já ter cruzado com o livro A Fogueira nas livrarias e achado o nome da autora familiar. Não é para menos. Estreante no mundo literário, Krysten Ritter é atriz e faz parte do time de Defensores da Marvel, no papel de Jessica Jones (série original na Netflix).

Em seu primeiro livro, ela nos leva à pequena cidade de Barrens, em Indiana (EUA). A advogada Abby volta ao local após dez anos com um objetivo: provar que a empresa Optmal Plastics está poluindo a água. Ela relaciona a presença desses supostos poluentes a uma doença que sua melhor amiga de infância teve ainda no colégio.

Na época, pensou-se que tudo era um jeito de Kaycee e outras meninas populares chamarem a atenção. Mas a advogada não acredita e acha que o desaparecimento da ex-BFF seja a chave para provar que a contaminação na água teve consequências graves. Mas como levantar provas se ela não sabe onde Kaycee foi parar? A história é envolvente a personagem principal se sente tão apreensiva que não tem como não se angustiar junto.

Não é um livro para correr para a página final, já que ele, às vezes, pede que a gente pense um pouco sobre as descobertas. Mas as últimas páginas são de tirar o fôlego.

a fogueira

Conversa franca

Entrevistei a Krysten no começo desse ano. Falamos sobre a segunda temporada de Jessica Jones — que na época estava prestes a estrear —, e, claro, o livro. Contei que esse tinha sido o segundo título escolhido para fazer parte do #ClubeDoLivroCOSMO, grupo que mantive com as leitoras da COSMOPOLITAN por quase um ano.

Veja como foi:

Por que você decidiu se dedicar a esse lado de autora?

Amei escrever. Senti que era uma oportunidade de usar todas as ferramentas que aprendi ao longo do caminho. Li muitos scripts, escrevi alguns… Essa foi minha chance de lidar com uma história que eu já estava trabalhando em formato de script. Usei um pouco da minha vida de atriz para criar e desenvolver a Abby. Demorou a ficar pronto, mas fiquei orgulhosa do resultado e espero poder fazer de novo.

Jessica tem superpoderes, mas também tem seu lado frágil e leal. Você acha que são essas características que a tornam única?

O que eu sempre amei sobre Jones é a sua autenticidade. É difícil defini-la e coloca-la dentro de uma caixa. Ela comete erros e é complicada, mas também é forte e engraçada. É difícil encontrar um papel onde você possa fazer cenas dramáticas e ser vulnerável. Por isso, pra mim é tão incrível vivê-la. Nunca fico entediada e sempre me sinto desafiada.

Você se identifica com ela?

Amo o fato de Jessica não se importar em agradar os outros. Ela diz e faz o que quer. Nunca pede desculpas. É tão inusitado. Ela carrega um pouco de crítica a si mesma e muita culpa também, mas banca isso. Sabe quem é.

Você é uma mulher empoderada e poderosa em meio a vários homens que fazem papel de heróis. Acaba sentindo o peso da responsabilidade de vivê-la?

Nunca vimos uma personagem como Jéssica antes. Ela é uma bagunça, mas tem problemas com os quais as mulheres conseguem se relacionar e entendem. Com isso, se sentem representadas. É animador ela não ser um super-herói comum.

Nesse momento, muitas atrizes estão levando à tona histórias de abuso e assédios, principalmente no ambiente de trabalho. Você já passou por uma situação desagradável como essa?

Quase todo mundo que conheço, eu incluída, se for fazer um inventário da carreira e analisar todas as circunstâncias, encontrará algo que hoje irrita. Vivi muitas situações em minha carreira, de quando eu era mais jovem, em que me calaram quando eu tive ideias legais só por ser mulher. Afinal, o que eu sabia? Agora me sinto ouvida. Esse momento é importante para todas nós, mulheres e meninas.