Asiáticos Podres de Ricos ganha versão para o cinema

O que você está fazendo nesse feriado? Peço uma licença poética para falar de um filme, que foi inspirado em um livro, e que está agora em cartaz nos cinemas.

Podres de Ricos é uma adaptação da obra de Kevin Kwan e tem tudo para te encantar. O formato é de uma comédia romântica tradicional, mas se passa em um cenário (e cultura) bem diferente: em Singapura.

Rachel Chu e Nicolas Young namoram. O que ela não sabe é que o cara é podre de rico (eis a inspiração para o título em português, já que em inglês a obra chama “Crazy Rich Asian”). Rachel acaba descobrindo no susto que o namorado é quase uma realeza em seu país de origem — e é obrigada a enfrentar todo o preconceito da família e amigos por não ser da mesma classe social.

As interações dos personagens são engraçadas, a história flui bem e você ainda vai se deparar com uma cultura diferente, algo que é gostoso de aprender.

Palmas para a protagonista que é uma mulher muito determinada e, na medida do possível, não se deixa abalar pela pressão, cobranças e caras feias que ela encontra pelo caminho.

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Série inspirada em A Amiga Genial estreia em novembro na HBO

A série Napolitana, escrita pela autora italiana Elena Ferrante, caiu no gosto da galera. Pode perguntar alto aí no escritório se tem alguém lendo A Amiga Genial. Aposto que pelo menos uma pessoa vai dizer que sim. Até o final do mês, irá estrear na HBO a série inspirada na história dessas duas amigas.  O que eu não entendi muito bem é porque que tem tanta gente apaixonada pela história.

A obra conta a vida de Elena e Lila desde a infância até a adolescência. A ideia de voltar no tempo e escrever tudo o que lembrava da convivência com a amiga veio de Elena, após Lila desaparecer no mundo sem deixar nenhum rastro. Criar um diário de memórias era como uma vingança pelo sumiço repentino da colega que sempre foi próxima a ela.

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Verdade seja dita: Elena, a autora não a personagem, sabe escrever muito bem. E mesmo contanto sobre as descobertas escolares, afazeres domésticos e vida cotidiana de um bairro humilde em Nápoles, ela prende sua atenção. Do nada, você quer saber como o marceneiro, sapateiro, verdureiro e afins, estão atrelados a amizade de duas meninas que são tão diferentes.

O que me incomodou foi que se passam as páginas, os dias, os meses e os anos e nada muda. Não tem nenhum acontecimento marcante que te deixe com uma vontade louca de devorar a obra até o fim para saber onde ela vai chegar. Claro que existem alguns fatos que despertam um “oh!!!” aqui e ali, mas nada de se perder o fôlego e pensar: “não acredito”.

Mesmo assim, não desaconselho você a começar esse livro. Cada história toca as pessoas de uma maneira diferente e, se tiver a companhia de uma amiga no decorrer da trama, melhor ainda. Assim vão pelo menos poder discutir os fatos.

O que você faria se esquecesse os últimos 10 anos de sua vida? Essa é a polêmica de O Que Alice Esqueceu

E se você esquecer os últimos 10 anos de sua vida? Já pensou que aflitivo seria acordar um pelo dia achando que estamos em 2008, sem ter absolutamente nenhuma recordação do que se passou com você e com o mundo? Em O Que Alice Esqueceu, de Liane Moriarty, autora de Big Little Lies, série que ganhou destaque no canal HBO e que terá até Meryl Streep na segunda temporada, Alice cai na academia, bate a cabeça e volta 10 anos no tempo. Não se lembra dos filhos. do que aconteceu com seu casamento, dos problemas da irmã… É angustiante ver a personagem nessa prisão do passado.

E por essa falta de memória toda, ela causa uma certa, digamos, confusão na vida das pessoas que a cercam. Se Alice não lembra que está se divorciando, como vai se conformar que o marido não está em casa? E, ao que as páginas nos fazem entender, ela não era, ou pelo menos não foi por um período, a melhor pessoa do mundo. Todos falam dela como se egoísta, mesquinha e autocentrada.

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Nunca parei pra pensar no que significaria para mim esquecer meus últimos 10 anos de vida: não ia lembrar que sou jornalista, que tenho namorado, todas as minhas conquistas… Quero voltar aos meus 18 anos? Não!  Mas Alice não entende sua ‘nova versão’ e parece não gostar muito de quem se tornou. É um livro para refletir sobre quem somos e como mudamos nos últimos anos para o bem e para o mal

Joga Comigo mostra que o amor não se compra — não que a gente já não saiba

A gente trabalha duro todos os dias para conseguir realizar alguns desejos: viagem, carro, apartamento, comer em lugares bacanas… Mas também, e mais importante, temos os tais boletos para pagar no final do mês. Vida de adulto, né? E quando você rala, uma pessoa achar que consegue te ganhar pela fama e conexões não é nada impressionante. Inclusive, é ofensivo!

Em Joga Comigo, de Kristen Proby, Will é um jogador de futebol americano famoso — e muito rico. Ele é um cara bacana, tem uma família legal, mas está acostumado a ter mulheres interessadas em ficar com ele sem que precise fazer esforços. Até que encontra Meg, uma enfermeira que trabalha com crianças que não está nem aí pelo status que acompanha tal nome.

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Dito isso, o cara se esforça pra que ela dê bola pra ele e… nada! Mesmo. Não é com coisas materiais que Will conseguirá chamar a atenção de Meg — que é sozinha e teve uma infância bem difícil. Ela está tão acostumada a achar que o amor é decepcionante, que significa abandono, que ele tem que ralar muito pra provar o contrário.

Meg é uma daquelas mulheres batalhadoras reais como tem muitas por aí. Tem muita gente que se identificará com ela por sua ética de trabalho, determinação e independência. Ela sabe seu valor (sim, leitora, tenha sempre em mente que você é importante. Não deixe ninguém te dizer ao contrário).

Bom, essa é uma história divertida e leve. Bem gostosinha para curtir em uma semana estressante, sabe? É quase como um episódio daquela série de comédia que você costuma dar o play só pra relaxar. Vai por mim, vai ser legal.

Conheça a história de “Sedutor – Selvagem Irresistível”

Sabe quando você alguns autores preferidos? Para mim, Christina Lauren entra nessa lista. Apesar delas assinaram as obras com só um nome, seus livros são escritos a quatro mãos por Christina Hobbs e Lauren Billings, duas americanas que deixaram de lado suas carreiras como pedagoga e neurocientista para se dedicar a literatura. E podem agradecer, porque valeu à pena.

Vamos falar de livros então? Em Sedutor, a ideia de Mia era só curtir um final de semana em Las Vegas para comemorar a formatura. O que ela não imaginava é que, depois de uns drinques terminaria casada com Ansel — um francês que também estava de passagem pela cidade para curtir. Nenhuma surpresa até agora, certo? Acontece que, em vez de terminar tudo com aquele estranho e anular a união, ela resolve passar um tempo com ele na França, para testar se o relacionamento era algo que ia dar certo de verdade.

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Depois de conhecê-lo só por algumas horas, Mia abriu seu coração sem medo com o francês: falou sobre o acidente que sofreu que a impediu de continuar dançando, sua família… Passagem marcada, lá foi ela para Paris viver uma vida de casal — com direito a moral na casa do boy. Final feliz? Nem pensar! Além de muitas cenas de sexo picantes, rola ainda uma pitada de barraco e romance antes do fim da trama.

Se quiser a minha opinião sincera, a dica de hoje é: viu Christina Lauren escrito na capa de um livro não precisa nem ler a sinopse, pode comprar de olhos vendados.

 

Todas as Coisas Belas fala sobre descobertas e rupturas

Não sei se é porque sei que Todas As Coisas Belas foi escrito por Matthew Quick, nome responsável pelo filme O Lado Bom da Vida — que rendeu um Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence — que vejo semelhanças entre as histórias. Mas pra mim, ambas as trama são sobre se encontrar.

Nanatte não é a garota mais popular da escola. Pelo contrário. Almoça com um professor em sua sala para não ter que enfrentar o refeitório e nem tem amigos de verdade. Até o esporte que pratica, futebol (o nosso mesmo!), é uma paixão do pai, não sua.

Quando seu professor dá a ela seu livro preferido, O Reifador de Chicletes, ela descobre um novo mundo. Um onde ela se identifica com o protagonista. Mas, o final a deixa sedenta por respostas. É assim que começa uma amizade com o senhor que escreveu essa história, o que a leva a fazer mais um amigo. Esse novo universo de descobertas, é também, é um momento de rupturas difíceis

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A adolescência é um momento de sentimentos intensos, de dúvidas, questionamentos… e Nanette, aos 18 anos, tinha tudo isso reprimido. Ela só seguia o fluxo. Até que conseguiu fazer essa quebra.

Acho que isso é meio o que fazemos todas as vezes que saímos da nossa zona de conforto. Passamos por uma ruptura que, às vezes, é incrível, e outras, dolorosas.

Mas é da vida. E segue o baile.

Amor & Ódio Irresistíveis mostra como a mulher sofre com machismo

Vai construindo esse cenário na sua cabeça: você vai a uma festa, conhece um cara, descobre que ele é bem interessante e que têm muitas coisas em comum. Passam poucos dias e panz: estão disputando a mesma vaga dentro da empresa. Esse é, basicamente, o enredo do livro de Christina Lauren, Amor & Ódio Irresistíveis.

Esse cenário que narrei já seria ruim para qualquer relacionamento dar certo — se não, impossível. Agora (sim, tudo pode ficar pior) acrescente uma grande dose de machismo e terá o panorama completo. Carter e Evie trabalham na mesma empresa, mas o chefe de ambos avisou que não dará para manter os dois a longo prazo. Mesmo Evie tendo anos de firma e Carter sendo o novato, a preferência é dele desde o minuto um. Não tem nada a ver com desempenho a escolha. E sim, com gênero. 

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Além de ser uma história engraçada e romântica, como todas escritas por Christina Lauren, esse livro ainda nos faz abrir os olhos de como a descriminação com a mulher no mercado de trabalho ainda é muito forte e viva mesmo em 2018.

E sabe que a lição que a gente tira? Abaixar a cabeça? Nunca! Temos sempre que continuar a lutar pelos nossos objetivos e direitos, mesmo que o cenário seja o mais adverso possível.

Algo Belo é uma história de tirar o fôlego

Quando eu disser que Algo Belo, de Jamie McGuire, tem de tudo, acredite em mim. A história tem casamento, incêndio, casal fugindo pra casar, dois furacões… Emoção é o que não falta. E, ah, você vai se apaixonar pelos protagonistas.

America é uma mulher forte. Ela sabe o que quer e não tem vergonha de pedir. Tinha camisinha na bolsa no primeiro encontro — o que garantiu o sexo seguro no final da noite, é decidida e disse ‘não’ duas vezes ao pedido de casamento de seu namorado. Afinal, não estava pronta na época. Já Shepley, o namorado em questão, é emotivo, ficou nervoso na hora de chamar America pra sair pela primeira vez (foi ela quem convidou) e muito sensível. Mas a mistura dá certo.

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O que balança o relacionamento do casal é o tal do ‘não’ em dobro ao pedido de casamento. Shepley fica bem abalado com as rejeições e acaba achando que o problema é ele.  Já America, que acha que ele nunca mais vai fazer o pedido depois da negativa dobrada, começa a acreditar que o relacionamento só tem um destino: o fim.

E é em uma viagem de carro, que tudo muda. E não tô falando do pedido, não. E sim, de se comunicar e colocar a relação nos eixos. Sem diálogo nenhum relacionamento consegue ir pra frente — na ficção ou na vida real.

Essa história faz parte da série Belo Desastre, mas pode ser lida separadamente sem interferir em nada. Eu já li as outras obras, e recomendo a viagem completa pela vida e história da família Maddox.

Marque Uma Página entrevista: Abbi Glines

Devo ter lido 98% dos livros da Abbi Glines — costumo recomendá-los para todo mundo. Por isso, fiquei muito feliz em poder entrevistá-la durante sua passagem por São Paulo. Se não conhece nenhum livro da autora, ao terminar esse papo procure por Paixão Sem Limites.

Todas as mulheres das suas histórias são muito fortes. Você quer que elas inspirem outras mulheres?
Claro. Venho de uma família de mulheres muito fortes e independentes. Não gosto da ideia de depender de ninguém, tenho que resolver meus problemas por conta própria. Se o cara quiser me ajudar, ótimo, mas não preciso. Nunca pense que alguém vai com certeza te ajudar, porque pode ser que isso não aconteça. Já vivi isso e, por sorte, fui forte o suficiente para conseguir lidar. Acho que nunca conseguiria escrever uma personagem mulher que não fosse capaz de cuidar de si mesma.

De onde vem sua inspiração para escrever os homens de suas histórias?
Quando crio um personagem masculino, ele não é baseado em ninguém que eu conheça. Várias leitoras já me falaram que eu arruinei todos os homens porque não encontram ninguém como eles. E não vão achar, porque isso é fruto da minha imaginação. Eu mesma nunca conheci um cara assim.

Então criar esses personagens não impediu que você se apaixonasse por um homem real, por exemplo?
Não. Sempre soube que esses caras não eram de verdade. Mesmo quando li Orgulho e Preconceito, aos 13 anos, sabia que não tinha um sr. Darcy solto por aí. Isso é parte da fantasia de um romance.

Suas histórias acontecem com diferentes tipos de pessoas e lugares. Você viveu nesses ambientes? Como consegue retratar universos tão diferentes?
Não tenho uma resposta para isso, porque as histórias vêm a minha cabeça e nunca sei onde elas vão acontecer. Não paro e penso: “Está bom, vou escrever sobre um rock star”. Não é assim que funciona. Por exemplo, originalmente não queria que Rush ficasse com a Blair. A ideia era que ela ficasse com o Grant. Estava pensando em um cara insuportável, mimado, rico, cheio de tatuagem para a trama e comecei a imaginar qual seria a vida dele. Foi aí que surgiu o filho de rock star. Minhas ideias vêm de vários lugares. Posso ter escutado a frase de uma música, visto algo na TV…

Você sempre quis ser escritora?
Sim. Tenho um irmão 7 anos mais velho que eu que sempre tinha histórias interessantes para contar na mesa do jantar. Como as minhas não eram, comecei a inventar. Tenho uma boa imaginação. Quando terminava, minha mãe falava que não era verdade. Então ela me deu um caderninho e me falou para parar de contar as questões como se fossem verdade e, em vez disso, escrevê-las e criar histórias.

As séries Sea Breeze e Rosemary Beach têm vários títulos. Você gosta de escrever dessa forma, né?
Gosto porque sinto que começo a fazer parte daquela família. Com cada livro você pode revisitar diferentes casais e pessoas e é como se tivesse voltado para aquele ambiente que é familiar.

Qual seu livro preferido?
Orgulho e Preconceito. Foi o primeiro romance que eu li, quando tinha 13 anos, e me apaixonei pelo gênero. Não acho que tem como ficar melhor do que essa história. É sem dúvida o melhor que eu já li. É o que me inspirou a me apaixonar por romances e comecei a ler tudo o que podia depois disso.

Faça uma viagem para a Escócia com On Dublin Street

Depois de ler On Dublin Street, de Samantha Young, aquela dúvida que está sentindo sobre se deve ou não ter uma amizade colorida com aquele boy maravilhoso vai desaparecer. Sim, a história de Joss e Branden é inspiradora. O casal que se conhece por acaso logo na chegada de Joss a uma nova cidade e a química é imediata. O que eles não esperavam era a peça que o destino iria pregar nessa quase relação.

Devido alguns problemas de seu passado, Joss não quer se envolver, o que faz com que ela evite — a todo custo —  curtir a atração que sente por Braden, irmão de sua colega de quarto. Ou seja: não tem como não cruzar com o cara. Entendeu agora a gracinha que o destino fez com eles? Eis que ele propõe uma relação sem compromissos e ela resolve se jogar.

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O que seria a solução para os problemas para uma mulher que não queria se comprometer com ninguém, claro, é o início de uma história de amor. Mas o legal mesmo dessa trama vai muito além do bom e velho “garota se apaixona por garoto e eles vivem felizes para sempre”. Joss, com todas as suas inseguranças, nos mostra que, às vezes, vale a pena se entregar de verdade e ver onde as coisas vão chegar.

Se não tentarmos, nunca vamos saber, não é mesmo?