Linéia e Seu Jardim ensina às crianças a criarem sua própria horta

Você se lembra de quando estava na escola e a professora te deu a tarefa de plantar um feijão? A sensação de abrir um buraquinho na terra, colocar a semente e esperá-la crescer era tão gostosa! E melhorava ainda mais após a germinação do grão. Lembra?

É mais ou menos esse sentimento que o livro “Linéia e Seu Jardim” desperta em um adulto que o lê. A pequena menina que ganhou o nome em homenagem a uma flor dá várias dicas de jardinagem para quem quer ter seus próprios vasos em casa.

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E o que é mais divertido dessa obra é que, entre uma explicação e outra, ela desperta nas crianças (afinal, é um livro infantil) a vontade de interagir com a natureza, ver as flores crescerem e, por que não, a comer melhor. A cada página elas elas saberão o trabalhão que dá para uma flor ou fruta nascer.

Está preparada para criar sua horta?

Malala e Seu Lápis Mágico explica a vida da paquistanesa de maneira leve para as crianças

Como dizer para uma criança que outra levou um tiro na cabeça porque se recusou a parar de estudar? Nao se fala! Se uma cena violenta como essa assusta os adultos, imagina o que faria com a cabeça dos pequenos. Só que a história da Malala Yousafzai é importante, inspiradora e dá para contá-la, sim, de maneira leve.

No livro Malala e Seu Lápis Mágico, escrito por ela mesma, a paquistanesa narra sua infância e vida, explicando como sua vontade de estudar a levou mais longe apesar das barreiras que ela precisou enfrentar na cidade natal para conseguir frequentar a sala de aula.

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Ela torna os lápis uma ferramenta de magia, conta seus sonhos, tentar entender, enquanto explica, porque existem pessoas ruins no mundo e capazes de fazer aquilo com as crianças  em 2009 o Talibã proibiu 50 mil garotas de irem a escola. E como Malala queria ser ouvida, encontrou uma maneira de fazer sua voz ecoar, sem saber o risco em que se colocava.

Hoje com 21 anos, ela é a pessoa mais jovem a ganhar o Prêmio Nobel da Paz (ela tinha apenas 17) por, de acordo com o G1, “sua luta contra a supressão das crianças e jovens e pelo direito de todos à educação”. Quer melhor história de superação para contar a uma criança?

Com De Volta para o Futuro você leva sua infância à uma criança

Só de pensar no filme De Volta Para o Futuro você deve ter boas lembranças. Esse é um daqueles longas que que traz à memória tardes sentadas no sofá da sala vendo Sessão da Tarde. Época da escola, sem responsabilidades além do dever de matemática, é claro.

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No livro ilustrado por Kim Smith, as crianças têm uma ideia bem resumida do que se passa no longa de 1985. Uma ótima historinha para dormir, com pitadas de romance e aventura.

Acho que os pequenos de hoje, que vivem cercados por gadgets de última geração, não entenderiam varios itens da coleção Marty — não que a história ilustrada entre em detalhes. Mas seria legal ver a reação deles em frente à TV com esse filme.

Amora, do Emicida, é uma aula de como aprender a se amar desde cedo

O livro Amora, do rapper Emicida, quebra preconceitos de uma forma delicada tanto sobre cor de pele quanto sobre religião, principalmente quando ele fala sobre o pensamento de uma criança e cita Obatalá, Deus e Ala (lembrando que neste  planeta Deus tem muitos nomes diferente).

Apesar de curtinho, “Amora” é um livro empoderador importante para meninas negras. Em 2018, infelizmente, ainda enfrentamos muito racismo. E é com muita tristeza que digo isso. Não entendo como alguém pode julgar o outro pela cor da pele, mas isso existe. E esse julgamento machuca.

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Ao mesmo tempo que a representatividade cresceu na música, novelas e cinema, ela ainda é muito pequena. Poucas são as famosas, por exemplo, que são negras e têm reconhecimento. Por isso que ao falar que “as pretinhas são as melhores que há” em um pomar se referindo as amoras, esse dizer se expande na cabeça da criança que conclui com o pensamento: “Papai, que bom, porque eu sou pretinha também!”.

E que assim seja. Que as crianças, todas elas, cresçam sabendo que elas têm valor. Agora e sempre!

O Pequeno Príncipe é uma reflexão de valores com misto de imaginação de criança

Várias pessoas me falaram, durante toda a vida, que cada idade que eu lesse O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, teria uma percepção diferente. Ouso dizer que não é verdade. Todas as vezes que eu li (uma delas durante a infância, inclusive), tive a mesma impressão.

A viagem do principezinho por vários planetas até chegar à terra mostra com clareza as várias faces do ser humano: o egocêntrico, o workaholic, o focado no poder, autocentrado… Enquanto o tal menino, que veio de um planeta com três vulcões e uma flor, busca entender as estranhezas dos adultos. Me lembro, que quando era pequena, brincava de fazer reuniões porque meu pai sempre estava em uma. E hoje, com o avanço da internet e smartphones, ficamos ainda mais presos ao dia a dia do trabalho, mesmo quando não estamos mais no escritório.

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Aquele pequeno príncipe, que só queria um carneiro e amou o desenho feito do bichinho dentro de uma caixa, nos faz refletir sobre os valores da vida, o que tá faltando na humanidade ultimamente.

Livros infantis têm esse poder: de nos fazer refletir sobre qual a real importância da vida, e a maioria delas, estão nas pequenas coisas.