Batman Ano Um: o HQ perfeito para o Batman Day

Quadrinhos sobre esse super-herói não faltam, mas se tem um que quem ama o Bruce Wayne precisa ler é o Batman Ano Um, feito por Frank Miller. A história foi criada na década de 80 em um momento de reestruturação dentro de DC Comics, por isso nessa trama a gente volta no tempo e conhece como foi o primeiro ano de Batman em Gothan City. Mês a mês vamos vendo sua evolução na cena do crime da cidade e como ele lida com a atenção que, de repente, ganha dos moradores, da polícia e das autoridades locais.

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Um segredo sobre mim: não gosto do Batman como herói. Acho ele um riquinho entediado que anda por aí de capa. No cinema mesmo, nunca chamou minha atenção. Mas em quadrinho eu gosto. Louco, né? Me sinto assistindo um desenho animado com mais ação quando leio. Por isso recomendo!

O post aqui no site sobre o assunto bem hoje não foi à toa. Vocês ainda encontrarão muitos HQ´s por aqui, mas 15 de setembro é uma data importante para os fãs desse herói: o Batman Day. De acordo com a DC, a data marca uma celebração para “O Cavaleiro das Trevas” Pode colocar sua capa, máscara e sair por aí comemorando o dia do Homem Morcego…

Esse é o livro certo para quem vive a vida “Entre Umas e Outras”

Lá vou eu de novo tentar convertê-la para o mundo dos quadrinhos. Acredite que é legal e dá uma chance, vai! Vale começar pelo graphic novel Entre Umas e Outras, da Julia Wertz, que não poderia ser mais vida real se tentasse. Quando a gente se identifica, a leitura flui mais fácil.

Na história autobiográfica, Júlia conta como (e o motivo) que decidiu deixar São Francisco e tentar a vida em Nova York. Na introdução ela admite saber que é uma trama clichê, que o mundo está cheio de histórias de pessoas que “comeram o pão que o diabo amassou antes de se dar bem” na Big Apple e já se desculpa. Sem precisar. Apesar de já termos vistos uma narrativa como essa antes, cada história é uma história — só o cenário se repete.

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Ela morou em apartamento pequeno (claro!), trabalhou como entregadora de comida, tentou um estágio em jornalismo, bebia demais, não tinha o melhor senso de estilo do mundo, mas seguiu em frente. Foi indo com seu cabelo de capacete, mochila suja e calça de sempre.

Acho inspirador ver que em meio a maior confusão ainda dá para sair um pouco de luz. Mesmo que você olhe para os lados e fale: “Agora ferrou. Daqui não dá mais pra sair”, sempre tem aquele caminho que te leva a onde deseja. É fácil? Não. É rápido? Não. Cansa? Com certeza. Mas que dá, às vezes, dá. E não tem como não sentir um quentinho no coração ao ver que a vida ainda tem jeito.

 

Mulheres Alteradas 1, de Maitena, fala da vida feminina com uma pitada de machismo

Há cerca de um mês estreou nos cinemas brasileiro o filme Mulheres Alteradas, com Monica Iozzi, Alessandra Negrini, Deborah Secco e Maria Casadevall como protagonistas. Além de ver o longa antes que ele estreasse, conversei com as protagonistas sobre seus papéis. Como é inspirado em nos HQ da argentina Maitena, as personagens são bem caricatas, mas são também mulheres fortes e decididas — cada uma em seu estilo.

O que eu não tinha feito ainda era ler os quadrinhos originais da Maitena. E confesso que não fui surpreendida para o bem, não. Eles têm, sim, seus momentos engraçados, mas achei boa parte das tirinhas com teor machista.

Não acho que era intencional. Acredito que quando esse HQ foi escrito os posicionamentos de Maitena eram até chocantes para as pessoas da época. Mas mudamos e evoluímos tanto nos últimos anos (pelo o que vi, a obra era da década de 1990), que ler frases como: “Coisas que você percebe quando chega o calor: que você tem barriga” com uma mulher desmarcando um compromisso de biquíni (Oi?), “As seis únicas coisas que as mulheres invejam nos homens: não ter que se depilar, abrir frascos mais resistentes com as mãos e não ter celulite” (Oi??), “Seis coisas que fazem uma mulher se sentir mal: estar gorda e que o ex se envolva com um  mulherão”, nessa última a personagem está com uma corda no pescoço, como se fosse se matar (Oi???) me deixaram bem chocada.  Achei essas passagens bastante absurdas para os padrões de hoje e tudo que já conseguimos alcançar.

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Por outro lado, existe também uma página que levanta as seis injustiças machistas quando o assunto é beleza. Nela, Maitena fala sobre a necessidade de estarmos sempre magras, depiladas, sobre como os homens ficam interessantes quando envelhecem e as mulheres feias e como o preconceito e ter um relacionamento com alguém mais novo é bem pior para nós.

Nos fim das contas, tem um mix interessante e quadrinhos engraçados, divertidos e irônicos para ler. Não desaconselharia à leitura de ninguém, porque vale ver com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões.

O Diário de Anne Frank em quadrinhos é triste como o original

Não tem um jeito bom de contar a história de Anne Frank. A vida dessa jovem judia que se escondeu por um longo período do tempo dos nazistas é, e acredito que sempre será, uma das mais tristes que já li. O que tem é como mergulhar em seu diário de uma forma diferente.

O Diário de Anne Frank em quadrinhos, ilustrado por Mirela Spinelli, da Editora Nemo, nos coloca mais uma vez em meio à guerra que conhecemos com a narração dos diálogos francos que Anne tinha com seu diário.

Falta de comida, ansiedade, depressão, cansado, medo… Esses são só alguns dos sentimentos que ela (e sua família) sentiam durante o tempo que passaram no esconderijo. Nunca serei capaz de entender o tamanho da maldade que fizeram com essas pessoas.

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Por quê? Pra quê? São perguntas que me faço até hoje, sem conseguir entender como alguém (ou um regime) tem coragem de fazer tão mal a outros seres humanos. Só porque eles não têm sua religião… E como outros concordavam com isso?

Fui obcecada  por essa parte da história quando estudei a Segunda Guerra Mundial na escola. Li vários livros sobre o assunto (inclusive, tenho algumas versões do diário da Anne), mas toda vez que volto a reviver esses acontecimentos não consigo controlar a sensação de tristeza que pesa no meu peito.

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Diário de uma Volátil tem uma pitada cômica de vida real

Gosto de quadrinhos e, atualmente, tem uma onda de cartunistas que escrevem histórias autobiográficas com a ajuda de ilustrações. Então vem conhecer O Diário de uma Volátil, da Agustina Guerrero.

O legal de ler esse tipo de história é que você não se sente mais sozinha, sabe? Quando Agustina fala que tem preguiça de tirar maquiagem, desfazer as malas, encher forma de gelo, você pensa: eu também! Quando ela mostra que o senso de direção é uma piada, dá aquele estalo na sua mente e você se lembra de ficar girando em volta durante a viagem de férias. Ou até com coisas mais simples, como sempre dá coceira depois de fazer a unha.

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Sem contar que é engraçado! As cenas dela na vida real, no dia a dia, com o boy… Difícil quem não tenha vivido situações parecidas. Daí rola uma identificação nova em cada página — e uma risadinha também.

Esse é um daqueles livros que você lê sem nem sentir. Quando viu, já acabou. Tem coisa melhor?