Dumplin’ questiona: por que a sociedade se importa com o peso das pessoas?

Esse podia ser mais um livro fofinho e divertido que conta a história de uma garota no colegial. Mas ele é mais que isso. Dumplin’, de Julie Murphy, é uma aula de aceitação e uma dura crítica a sociedade que insiste em não aceitar que nem todo mundo irá pesar 50 kg — e que não precisamos disso para sermos felizes.

A história conta a vida de Willowdean Dickson, uma garota que está no colegial, é gorda, filha de uma ex miss, mas que não tem absolutamente nenhum problema com seu corpo. Nenhum mesmo. Ela, por exemplo, coloca biquíni e vai encontrar amiga na piscina pública sem pensar duas vezes. Está certíssima! Mas os olhares e comentários maldosos não somem só porque ela tem uma autoestima elevada. As palavras estão ali, duras, todos os dias. Avança duas casas e Will resolve se inscrever no concurso de miss da sua cidade, mesmo não tendo o corpo padrão que a sociedade tanto preza

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Por que há tanto questionamento sobre o peso alheio? Por que interessaria a qualquer pessoa, que não nós mesmas, quanto eu peso ou deixou de pesar? Por que fazer com que essas pessoas se sintam acuadas e com vergonha? Will não é assim, mas muitas mulheres, meninas, homens e garotos passam por isso todos os dias. A vergonha, os olhares tortos e as “piadas” (que não têm graça nenhuma) fazem parte da vida de muita gente que não tem padrão corpo de passarela. E, nesse cenário, fica difícil não se sentir cada vez mais acuado.

Will é uma inspiração nesse sentido. O seu amor próprio é algo a ser almejado. E como é difícil alcançar… O que importa na vida é que a gente seja feliz. O número da sua e da minha calça não diz nada sobre quem somos.

E olha que noticia legal. Dumplin’ irá se tornar filme. No elenco, Jennifer Aniston já está confirmada. Estou ansiosa para ver o resultado final.

‘Qual o problema das mulheres?’ é uma crítica a como as mulheres foram esquecidas na história

Sabe, eu nunca tinha parada para pensar como as nossas aulas de história do mundo — e nacional — são cheias de heróis homens. Pele jeito que nos foi contado, eles foram as mentes brilhantes e geniais que, com o passar do século fizeram a humanidade ser como é hoje. Mas e as mulheres? Estavam escondidas em um buraco nesse tempo todo? O livro Qual o Problema das Mulheres?, de Jacky Fleming (LPM), levanta essa questão.

A história é toda narrada cheia de ironias e sarcasmos. Se a gente não prestar atenção vai até achar que é um louvor as glorificações masculinas. Mas tudo não passa de um jeito debochado de mostrar como as mulheres foram marginalizadas e como pensadores, muito renomados, como Einstein e Darwin afirmavam que as mulheres não eram espertas o suficiente, frágeis demais e incapazes de aprender, com o passar dos anos.

qual o problema das mulheres

Eu fiquei chocada ao reparar o quanto falamos mesmo pouco nas mulheres nas aulas de história. Cadê as pensadoras, químicas, físicas e biólogas que fizeram a diferença do mundo? Cadê aquelas que se rebelaram contra o que foi imposto a elas? A gente nunca ouviu falar!

O legal é que no final dessa longa narrativa sarcástica feita pela cartunista e feminista britânica, existe um pequeno perfil dessas mulheres que marcaram a história e que são esquecidas e deixadas de lado. É bom lembrar e bom saber.

A História do Cinema para Quem tem Pressa conta de forma didática como surgiu a diversão nas telonas

Você já parou para pensar como surgiu o cinema? Com uma simples busca no Google é possível determinar como essa forma de entretenimento ganhou força no mundo, mas quem estuda de fato o assunto dá uma leve desconfiada dos irmãos Lumiére, afinal muito contribuíram para que o cinema que a gente vê hoje existisse.

No livro A História do Cinema para Quem tem Pressa, de Celso Sabadin (Editora Valentina), você dá uma volta no tempo desde meados de 1800 (voltando ainda mais quando cita-se movimentos milenares) até  quando já chegamos ao nível de franquias e remake, fazendo uma análise de como surgiu essa diversão das telonas – que hoje conseguimos viver até em versão 4D.

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Para quem diz que irá contar a história com pressa e resumidamente, eu até achei o livro bem detalhado, sem ser superficial e nem tão direto em suas explicações. Você vai aprendendo aos poucos como a ciência e a humanidade influenciaram essa forma de arte tão apreciada e reconhecida hoje em dia.

É bacana ver, depois de passar pelos primórdios, guerras, TV, festivais, cinema francês, a influência da Rússia, entre tantas outras coisas, o cinema tenha atingido o nível atual. Toda a galera que se dedicou para que essa arte se tornasse realidade merece um Oscar.