Inspire-se com #GirlBoss de Sophia Amoruso

Vamos falar de empreendedorismo? O livro  #GirlBoss, que conta a história de Sophia Amoruso, a CEO e fundadora do site Nasty Gal. A obra inspirou até uma série na Netflix — e você precisa ler!

Falar que o livro é só autobiográfico é muito raso. É uma mistura de biografia, com autoajuda, com comédia e com lições de vida preciosas. Apesar dela narrar a trajetória de sucesso de seu negócio, Sophia também conta sobre a sua vida. Então, dá até para aprender algumas coisas sobre relacionamentos. Ela cita uma fase em que ficou obcecada pela ex do namorado e só falava dela. Até que o cara perguntou porque ela fazia aquilo. Ele não lembrava mais de ex, não pensava, não queria saber da vida dela e toda hora a Sophia tocava no nome da mulher. Lição aprendida.

2

Eu leio quase tudo em formato digital e nesse livro fiquei dando print das páginas loucamente — ou usando aquele marcador que o Kindle tem. Ela fala muitas coisas boas! Separei dois trechos que eu achei incríveis: “Você tem que dar as caras e arrebentar. Se esse é o mundo dos homens, quem se importa? Ainda assim, sou muito feliz de ser uma garota nesse mundo” e “Se você está frustrada porque não está conseguindo o que quer, pare por um segundo: você já pediu abertamente? Se ainda não pediu, pare de reclamar. Você não pode esperar que o mundo leia a sua mente. Você tem que expor o que quer e, às vezes, expor o que quer é simplesmente dizer: ‘Ei, você pode me dar isso?’”.

A determinação da Sophia é contagiante. E quando você junta essa vontade de fazer o negócio dar certo com o estilo de vida que ela levou por muito tempo (não darei spoilers) dá até aquele quentinho no coração de saber que, se a gente focar e tiver uma vontade louca, vai dar certo mesmo. Você não precisa ser a CEO de uma empresa que faturava 150 mil dólares por hora, pode ser bem-sucedida com o tamanho do negócio que quiser montar.

A biografia de Travis Barker é uma aula para quem ama música

Sempre amei música. Não sei tocar nada, não consigo cantar nem para salvar minha vida, mas amo. Quando era adolescente, os álbuns do Blink-182 nunca saiam do meu lado — algo que não mudou nos dias de hoje. Por isso decide ler a biografia do baterista que leva seu nome: Travis Barker: vivendo a mil, desafiando a morte e batera, batera, batera.

Biografias quando são bem escritas fazem com que a gente mergulhe na vida de uma pessoa de um jeito que fica difícil de sair. O Travis sempre foi meu integrante preferido da banda e, há 8 anos, sofreu um acidente grave de avião: jato onde estava caiu. Quatro pessoas morreram e ele conseguiu se salvar com mais de 65% do corpo queimado. Passado todo esse tempo, Travis resolveu escrever sobre sua vida e como conseguiu desafiar a morte nesse acidente. Na história, conta como teve medo de avião desde a primeira vez que precisou entrar em um.

capa livro Travis Barker vivendo a mil, desafiando a morte e batera, batera, batera.

De novo, só gosto de ouvir música, não entendo nada da técnica e não tenho nenhum gabarito para julgar talentos. Mas sempre achei o Travis muito bom no que ele faz (minha dica: ouça Violence, do álbum Feeling This do Blink-182. O solo dele logo no começo é de ficar babando). E a sua história de vida confirma minha opinião. Enquanto ele mesmo narra sua vida, em alguns momentos outros artistas entram no enredo para dar opinião no tamanho do talento que ele tem com as baquetas.

O cara toca desde criança, desenvolveu uma marca registrada, organiza sua bateria de uma maneira diferente dos outros percursionistas, tocou em várias bandas, fez muitas turnês e, tinha uma vida que a gente imagina que todo rock star tem: com muitas mulheres e festas. Se você gosta de música, rock principalmente, o livro é um passeio pela cena musical da Califórnia desde a década de 90 e outros clássicos. Uma curiosidade legal: um dos primeiros ritmos que ele aprendeu foi bossa nova.

Leu tudo isso e não faz ideia de quem estou falando? Procure a performance de Closer, do The Chainsmokers, no American Music Awards. Sim, essa música mesmo que não para de tocar no rádio e que todo mundo ama (inclusive eu!).  No final, uma bateria aparece no palco. É o Travis que está atrás dela.