Você sabia que o Tom Brady tem um livro sobre exercícios físicos?

Se você não acompanha futebol americano, me desculpe. Esse post pode não ser para você. Agora, se gosta de qualquer tipo de esporte, já pode. E eu explico. Tom Brady pode ser um ídolo da NFL, mas quando escreveu “Método TB – Como Alcançar uma Vida Inteira de Alto Rendimento”, da editora Intrínseca, pensou em todos os atletas.

Aos 41 anos, ele é um dos melhores jogadores da NFL. É, inclusive, chamado de GOAT (Greatest of all time, ou o melhor de todos os tempos, em português). O atleta atribui esse alto rendimento ao método TB12 que desenvolveu junto com seu amigo Alex Guerrero, que consiste em um tratamento alternativo para cuidar de seu corpo. É bastante complexo para eu explicar a metabilidade muscular por aqui, aí deixo por conta no livro mesmo.

E voltando às páginas, no livro ele conta um pouco sua história como atleta (ele se destacou em campo, quando foi selecionado para jogar a NFL. Durante o draft, Brady não foi nada valorizado). Misturado a isso ainda há um guia de exercícios e receitas

O livro é uma basicamente uma bíblia de tudo o que o Tom Brady faz pela sua própria saúde e no que ele acredita ser o responsável por ele ter essa idade (avançada para atleta e esportes de impacto) e ainda ter um desempenho tão bom. Hoje (13/1), por exemplo, o New England Patriots avançaram para as finais de conferência mais uma vez sob o seu comando.

Se funciona, não sei. Acho até um pouco perigoso você copiar exercícios em casa sem a orientação de um especialista. Mas é interessante para entender como funciona o corpo e a mente do Brady.

After é um sucesso de vendas, mas precisamos falar sobre a história

After, da Anna Todd, teve mais de 1 bilhão de leituras online e fez um grande sucesso no Wattpad (plataforma digital para auto publicação de livros). Para completar, a obra ainda ganhou uma adaptação para os cinemas que chega em abril às telonas. Você já leu? Precisamos falar sobre essa história.

Tessa é uma mulher conservadora que foi criada pela mãe e fez de tudo para se encaixar nos moldes que eram esperados dela. Quando chega a universidade, ela conhece um cara bem diferente dela e de seu estilo de vida: Hardin, cheio de piercings, tatuagens e bastante revoltado com o mundo.

Até aí a história segue aquele roteiro clichê dos romances que a gente gosta. A minha questão com ela é entre o relacionamento dos protagonistas. Hardin é horrível com Tessa. E não é aquele lance de a tratar mal, se arrepender e se redimir. O comportamento se repete, se repete, se repete… É um ciclo sem fim!

Isso desde a amizade até o momento que eles decidem se tornar um casal de fato. A cada 10 páginas uma treta que deixa a Tessa no chão.

Para mim, eles têm um relacionamento abusivo. Hardin briga, fala o que quer, manipula, pede perdão e a Tessa vai aceitando porque está muito apaixonada por ele para perceber que precisa quebrar aquele ciclo. Ate quando ela decide não voltar, acaba cedendo.

Não é fácil nem viver e nem sair de uma situação como essa. Não dá pra julgar a mulher que se vê nessa posição. E por mais que Hardin mostre que mudou, que quer se transformar, que é outra pessoa com ela, eu acho difícil não caracterizar essa relação como problemática.

Li dois livros da série (são quatro), mas só pelo nome do último, já da pra saber que rola “final feliz”.

À caça a Harry Winston fala sobre amor e amizade

Não, o sapato verde na capa desse livro, que lembra muito uma outra história, não está aí à toa. À caça a Harry Winston é da mesma autora de O Diabo Veste Prada, Lauren Weisberger. Se isso já não é motivo suficiente para você ter vontade de se agarrar as suas páginas, não sei o que é.

Resumindo, a história narra a vida de três amigas que querem fazer uma mudança total em um ano. Uma acabou um noivado, a outra tem o noivado perfeito (será que não perfeito demais?) e a terceira (que é brasileira, inclusive) não quer saber de compromisso por mais que sua mãe diga que, aos quase 30 anos, já passou da hora de ela encontrar o cara da sua vida.

Eu gosto da história. Gosto mesmo. O que eu não entendo é porque ainda rola essa obsessão (no mundo, não só nas personagens do livro) de que a gente tem que encontrar o cara perfeito e rápido. A vida é curta, concordo. Mas a gente pode fazer tanta coisa legal além de arrumar um relacionamento, sabe?

Também não estou aqui para jogar contra as relações. Não teria nem moral. Em 2019 completo dez anos (isso, d-e-z) anos de namoro e adoro. Sem reclamações da minha parte. Construí isso na minha vida no meu tempo, com alguém que amo e que acho importante ter perto de mim. Não baseado em pressões ou desespero porque estou ficando mais velha. A gente precisa relaxar a parar de se cobrar tanto. O sucesso não depende do nosso estado civil.

Dito isso, Lauren Weisberger é uma ótima autora e sempre vale a pena prestigiar o que ela escreve. A minha crítica é bem mais a sociedade do que a história que é divertida e tem boas lições — as nossas vontades mudam e o mundo está cheio de gente.

Luta Comigo tem uma protagonista inspiradora. Você vai querer ser um pouco como a Jules

Ah, ter rolo com o chefe. Que problemão. Às vezes dá certo? Claro que dá. A vida não é tão preta no branco assim, mas chances são de que esse casal vai precisar enfrentar várias barreiras para viver esse relacionamento. Bom, já dei um bom spoiler sobre o que acontece no livro Luta Comigo,da Kristen Proby.

Mas o que esse título tem a ver com relacionamento no ambiente de trabalho? Bom. nada. O “luta” fica por conta do esporte que o Nate pratica. Mas vamos voltar para a história. Jules Montgomery tem quatro irmãos, então é bem difícil dela cair e se deixar abalar pelo comportamento dos homens. Nate McKenna, seu chefe de cabelo comprido e tatuado, tem uma pegada irresistível. E ela até resiste, mas acaba ficando com ele. Ninguém é de ferro, não é?

luta comigo kristen proby

Mas existem complicação em ter esse relacionamento no escritório, claro. A coisa se desenrola, o relacionamento deles também, mas acontecimentos do dia a dia colocam a prova se o que eles sentem um pelo outro realmente vai conseguir superar as barreiras do RH.

O que eu amo na Jules é que ela não leva desaforo para casa. Acostumada a treinar com o irmão que é jogador de futebol americano, ela ama esportes, é forte e bem determinada. Mas em uma cena específica, um cara em uma balada é muito desrespeitoso com ela. Jules já tinha até ficado com esse boy e se defende muito bem dele, mas quando Nate chega, ele pergunta se pode dar um soco nele. Ela precisava “ser salva”? Não. Mas “autorizou” essa defesa.

Amo esse livro como todos da série. Está esperando o que para ler todos, hein?

As receitas amorosas de uma feiticeira é muito mais do que um livro de receitas

Você acredita em simpatia e no poder das plantas? Se a resposta é sim, vai gostar de conhecer as receitas do livro “As Receitas Amorosas de uma Feiticeira”.

A obra, que mistura o toque místico dos ingredientes com receitas que você pode fazer em casa, dá um passeio na história e nos ensinamentos básicos de cozinha para quem quer começar se arriscar.

Cada receita tem um tema. Com várias eu não concordo e nem vejo necessidade (como “Como Tê-lo na Palma da sua Mão”), mas tem outras com temas legais. Você encontrará salada para impacientes, como alegrar o coração, no caminho da felicidade e como sair á conquista do amor.

Cada uma delas tem uma explicação e vários conteúdos que vão muito além de uma receita simples. Para quem acredita no poder de uma barriga cheia pra deixar o coração aumentinhos,

Shorts é um HQ mudo do quadrinista Gustavo Duarte

Temos muitos talentos no Brasil e nem sempre eles ganham o valor merecido. Se gosta do gênero HQ, deve conhecer alguns gringos muito famosos. Mas já ouviu falar do Gustavo Duarte?

O brasileiro é talentosíssimo. E sua habilidade foi reconhecida tanto aqui quanto no exterior, pois Gustavo já desenhou para Marvel, DC e Turma da Mônica. Demais, né?

Em Shorts ele narra uma série de histórias fantasiosas de maneira muda. Sim, os personagens não têm falas. Você precisa ficar atenta às imagens. Tem animais falantes, sereias…

Ele não tem só esse livro publicado. Quem passou pela CCXP em dezembro pode encontrá-lo no Artist´s Alley e conhecer suas obras.

Anota esse nome se você ama quadrinho. Vai precisar!

Animais Fantástico: Os Crimes de Grindewall é mágico, mas falta um pouco de história

Sim, Potterheads, tenho uma crítica a serie paralela de J K Rowling. “Animais Fantástico: Os Crimes de Grindewall”, segundo filme da série Animais Fantásticos, que estreou em novembro nos cinemas, continua a história de Newt Scamander, e eu queria mais.

O legal desse livro é que ele o roteiro do filme. Com descrição de cena, de imagens e diálogos. Não é como um livro tradicional com narração. É como se estivéssemos vendo a visão do diretor.

Bom, por que eu queria mais? Eu achei que faltou um pouco de história. Salvo uma informação bastante pertinente sobre o Credence, talvez esse filme não fizesse falta no contexto total.

Foi uma delicia voltar pra Hogwarts, ver o Dumbledore e a professora Minerva ainda novinha, ver de novo varinhas e animais fantásticos. Estou animada para o próximo e curiosa para saber o que mais vamos descobrir do mundo mágico.

A Louca dos Gatos é um livro sobre o cotidiano

Antes de tudo: eu não sou a louca dos gatos. Amo animais, mas curto mais cachorro. Dito isso, achei que esse HQ seria sobre uma mulher apaixonada pelos felinos, mas não. Sarah Andersen, uma cartunista de 26 anos, relata acontecimentos cotidianos que poderiam pertencer a vida de qualquer pessoa.

Esse livro ganhou na categoria “Graphic Novels & Comic” do Goodreads Choice Awards 2018. Foi isso que me fez ter vontade de lê-lo. Para quem não sabe, Goodreads é um site com livros e indicações literárias, onde você ainda pode ver o que seus amigos estão lendo.

Voltando a obra, ela é recheada de quadrinhos sobre fatos da vida: a relação com os gatos, as mentiras que a gente se conta, ansiedades, o que fazemos em casa… No final, ela ainda escreve um pouco sobre ser artista e em acreditar nos seus sonhos (ao que parece, a família dela não achava que essa era uma carreira que valia a pena).

Sempre gosto de incentivar as pessoas a lerem HQ. Esse tipo de livro carrega um estigma infantil que não merece. Muitos graphic novels falam de assuntos sérios e bem adultos. Dê uma chance!

Um Dia em Dezembro é uma história sobre acreditar no destino e nunca desistir

Se você visse o amor da sua vida pela janela de um ônibus, sem nem saber seu nome, esperaria por ele? A história de Laurie e Jack demora 10 anos para ter um final feliz, mas tem. Uma forcinha do destino, talvez?

“Um Dia em Dezembro” está em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do jornal americano New York Times e foi escolhido pela atriz Reese Witherspoon como a obra do mês do seu clube do livro, Hello Sunshine.

Como já falei, o casal se viu pela janela de um ônibus em um dia frio de dezembro. Foi conexão à primeira vista. Laurie até decide procurar o moço por todos os lugares que passa em Londres mas sem sucesso. Até que ele reaparece como o namorado de sua melhor amiga.

Sim, uma bela confusão é uma história com 10 anos de duração. Entre esses anos tem casamento, amores, desamores, traições, tristezas… Vida real, sabe? É nem é que você torce para um casal específico. A uma certa altura você só quer que eles sejam felizes — pelo menos esse foi meu caso.

Um livro tão bem avaliado e em destaque merece sua atenção no dia de Natal e em todos os outros.

“Em Casa Para o Natal” é uma história de amor com clima natalino

O amor pode acontecer quando a gente menos espera. Você já deve ter ouvido essa frase, não? O livro “Em Casa Para o Natal” vem para provar essa teoria.

Beth trabalha em um cinema e sonha em encontrar um grande amor pra se declarar. Ela até acha que esse momento chegou com o atual namorado, mas, bom… Não foi bem assim. Arrasada com a descoberta, ela ainda descobre que seu trabalho está com os dias contados.

Matt trabalha em uma grande rede de cinemas e está organizando os contratos para que o charmoso local no qual Beth é gerente seja adquirido por sua firma. Isso sem falar na namorada stalker que ele está tentando se livrar — e em um momento, reatar.

O caminho dos dois se cruzam em vários momentos, e muitas vezes esses encontros não foram nada gloriosos — principalmente durante as entrevistas para ser gerente do novo cinema que Beth participou. Mas é na noite da véspera do Natal que mágica acontece! E, após um grande mal entendido, Matt se da conta sobre seus sentimentos por Beth.

Sou mais prática que ambos os personagens quando o assunto é relacionamento e personalidade (por isso eles me irritaram um pouco), mas acredito na magia do Natal.