“Devoção”, da Patti Smith fala do processo criativo da autora americana

Esse é o primeiro livro da Patti Smith que eu leio. Ela tem outros títulos bem famosos que quero dar uma oportunidade no futuro. Mas no momento estou, digamos, perturbada.

A obra começa com ela narrando seu processo criativo. A artista estava travada, não conseguia escrever. Em uma viagem à Europa ela visitou lugares, ficou sozinha, pensou, pegou a caneta… Até que a história sai! 

Essa parte, apesar de melancólica, é muito interessante. É como estar dentro da mente de Patti. Você sente os nuances e percebe como ela monta a história.

O problema é a história que nasce. “Devoção” conta a vida de Eugenia, uma jovem de 16 anos que é órfã e foi abandonada pela irmã. Tudo o que ela quer é patinar.

Até que surge um cara que demonstra interesse por ela e promete levá-la a uma treinadora de patinação no gelo. A minha sensação é que a ingenuidade e inocência a impedem de perceber que esse “favor” vem atrelado a outro interesse: o dele por ela. O de um cara de 30 anos por uma menina de 16. Horrível! Um crime! Horrível! 

O final é impactante e imprevisível. Mas o desenrolar me deixou beeem nervosa. Tive que ler repetidas vezes pra ter certeza. Vocês já leram? Querem dividir comigo? Entenderam o mesmo que eu?

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