Paola Giometti conta um pouco sobre suas histórias de ficção

Imagine uma brasileira que escreve livros. Agora imagine uma brasileira que escreve livros e já teve sua obras traduzidas para o inglês e o alemão. Legal demais! Dá orgulho ver pessoas do nosso país chegando longe.

Conversei com Paola Giometti, autora de obras como “O Destino do Lobo” e  “Drako e a Elite dos Dragões Dourados”. Hoje morando na Noruega, a bióloga que se tornou escritora conta um pouco de sua trajetória. 

1.Como você foi da biologia para a literatura?

Quando criança eu já amava os animais e contar histórias. Vivi em uma área de reserva de Mata Atlântica quase toda a vida, e lá comecei a escrever minhas primeiras histórias na infância e adolescência, sendo a natureza a minha fonte de inspiração. Eu também fazia muitas trilhas com meus cachorros na floresta, e coletava tudo de interessante que encontrava, desde ossos até penas e peles de cobras. Para mim esse era meu passatempo predileto: estar na natureza, fazer descobertas e escrever minhas histórias onde animais e seres mágicos eram geralmente os protagonistas. A biologia foi uma consequência de tudo isso.

2.Você escreve histórias de ficção. O que te inspira?

Como comentei, a natureza é minha maior fonte de inspiração. Mas outras fontes boas são os hikings que faço hoje entre as florestas e montanhas aqui na Noruega, além de alguns jogos de videogame que me ajudam a estar em vários lugares ao mesmo tempo.  Eu adoro videogame.

3.Você escreve para um público jovem. Sente que há muita responsabilidade?

Quando você quer atingir um público, precisa estudar maneiras de continuar falando a língua dele. Geralmente leio um livro no estilo, ou escuto músicas que me ajudam a dar o tom do livro que estou escrevendo. Ler livros do mesmo gênero que escrevo ou onde o público é o mesmo que o meu, ajuda a fluir mais facilmente as palavras na minha cabeça. Escrever é sempre uma responsabilidade. É como você vai “cuidar”  das pessoas que vão dedicar horas para te ler. 

paola

4.Já recebeu alguma mensagem de leitor que te marcou muito?

Sim. Muitas mensagens me marcaram. Já recebi a mensagem de pessoas dizendo que adotaram um cão após ler meu livro “O Destino do Lobo” ou mensagens de que “O Código das Águias” ajudou algumas pessoas a verem a necessidade de sair do ninho. Um xamanista me disse que “O Chamado dos Bisões” era um livro de ajudava a curar as pessoas. Um garoto que leu o “Drako” e a “Elite dos Dragões Dourados” comentou que sentia o Drako e o Zezé seus grandes amigos.Tudo isso é muito importante para mim, e é o que me incentiva a produzir mais.

5.Tem algum gênero que sonha em escrever?

Eu adoro histórias de terror e suspense. Principalmente suspense. Gostaria de explorar um pouco mais desse universo. Mas por enquanto tenho muitos livros para terminar e corrigir, deixar guardado para os próximos anos. A Noruega tem me inspirado muito a escrever assuntos relacionados à natureza, fantasia. Então ainda não sobrou muito espaço para esse gênero

 

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