Todas as Crônicas, de Clarice Lispector, é um livro para quem é fã e para quem não é

Ler um livro de crônicas é algo que se faz em pílulas. Pelo menos no meu caso. Você abre um dia lê uma, em outro mais outra… E por aí vai, se deliciando aos poucos com a distração dos textos curtos. No dia em que #ClariceLispector completaria 98 anos, escolhi o “Todas as Crônicas”, da editora Rocco, para fazer a resenha.

Como o nome já diz, esse livro traz 679 páginas com crônicas de uma das autoras mais emblemáticas e famosas desse país. Tudo, claro, com aquela pegada de Clarice que os fãs estão carimbados.

Mas e se você não é fã? Faz um sorteio! Abra em uma página qualquer e se jogue naquele texto. Em uma das vezes que fiz isso, por exemplo, acabei me deparando com a carta que a atriz Fernanda Montenegro enviou a Clarice (e a autora teve autorização para publicar). Nela, Fernanda abria o coração sobre o tempo difícil enfrentado pelos atores de teatro. Diferente e inusitado. Mas o livro começa triste e trágico, com a história de um menino com fome que pede comida a mãe, que não tem como atender o pedido.

Todos devemos ler Clarice pelo menos uma vez na vida. Se ainda não o fez, comece com esse livro ou com “A Hora da Estrela”, um de seus grandes clássicos.