Animais Fantástico: Os Crimes de Grindewall é mágico, mas falta um pouco de história

Sim, Potterheads, tenho uma crítica a serie paralela de J K Rowling. “Animais Fantástico: Os Crimes de Grindewall”, segundo filme da série Animais Fantásticos, que estreou em novembro nos cinemas, continua a história de Newt Scamander, e eu queria mais.

O legal desse livro é que ele o roteiro do filme. Com descrição de cena, de imagens e diálogos. Não é como um livro tradicional com narração. É como se estivéssemos vendo a visão do diretor.

Bom, por que eu queria mais? Eu achei que faltou um pouco de história. Salvo uma informação bastante pertinente sobre o Credence, talvez esse filme não fizesse falta no contexto total.

Foi uma delicia voltar pra Hogwarts, ver o Dumbledore e a professora Minerva ainda novinha, ver de novo varinhas e animais fantásticos. Estou animada para o próximo e curiosa para saber o que mais vamos descobrir do mundo mágico.

A Louca dos Gatos é um livro sobre o cotidiano

Antes de tudo: eu não sou a louca dos gatos. Amo animais, mas curto mais cachorro. Dito isso, achei que esse HQ seria sobre uma mulher apaixonada pelos felinos, mas não. Sarah Andersen, uma cartunista de 26 anos, relata acontecimentos cotidianos que poderiam pertencer a vida de qualquer pessoa.

Esse livro ganhou na categoria “Graphic Novels & Comic” do Goodreads Choice Awards 2018. Foi isso que me fez ter vontade de lê-lo. Para quem não sabe, Goodreads é um site com livros e indicações literárias, onde você ainda pode ver o que seus amigos estão lendo.

Voltando a obra, ela é recheada de quadrinhos sobre fatos da vida: a relação com os gatos, as mentiras que a gente se conta, ansiedades, o que fazemos em casa… No final, ela ainda escreve um pouco sobre ser artista e em acreditar nos seus sonhos (ao que parece, a família dela não achava que essa era uma carreira que valia a pena).

Sempre gosto de incentivar as pessoas a lerem HQ. Esse tipo de livro carrega um estigma infantil que não merece. Muitos graphic novels falam de assuntos sérios e bem adultos. Dê uma chance!

Um Dia em Dezembro é uma história sobre acreditar no destino e nunca desistir

Se você visse o amor da sua vida pela janela de um ônibus, sem nem saber seu nome, esperaria por ele? A história de Laurie e Jack demora 10 anos para ter um final feliz, mas tem. Uma forcinha do destino, talvez?

“Um Dia em Dezembro” está em primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do jornal americano New York Times e foi escolhido pela atriz Reese Witherspoon como a obra do mês do seu clube do livro, Hello Sunshine.

Como já falei, o casal se viu pela janela de um ônibus em um dia frio de dezembro. Foi conexão à primeira vista. Laurie até decide procurar o moço por todos os lugares que passa em Londres mas sem sucesso. Até que ele reaparece como o namorado de sua melhor amiga.

Sim, uma bela confusão é uma história com 10 anos de duração. Entre esses anos tem casamento, amores, desamores, traições, tristezas… Vida real, sabe? É nem é que você torce para um casal específico. A uma certa altura você só quer que eles sejam felizes — pelo menos esse foi meu caso.

Um livro tão bem avaliado e em destaque merece sua atenção no dia de Natal e em todos os outros.

“Em Casa Para o Natal” é uma história de amor com clima natalino

O amor pode acontecer quando a gente menos espera. Você já deve ter ouvido essa frase, não? O livro “Em Casa Para o Natal” vem para provar essa teoria.

Beth trabalha em um cinema e sonha em encontrar um grande amor pra se declarar. Ela até acha que esse momento chegou com o atual namorado, mas, bom… Não foi bem assim. Arrasada com a descoberta, ela ainda descobre que seu trabalho está com os dias contados.

Matt trabalha em uma grande rede de cinemas e está organizando os contratos para que o charmoso local no qual Beth é gerente seja adquirido por sua firma. Isso sem falar na namorada stalker que ele está tentando se livrar — e em um momento, reatar.

O caminho dos dois se cruzam em vários momentos, e muitas vezes esses encontros não foram nada gloriosos — principalmente durante as entrevistas para ser gerente do novo cinema que Beth participou. Mas é na noite da véspera do Natal que mágica acontece! E, após um grande mal entendido, Matt se da conta sobre seus sentimentos por Beth.

Sou mais prática que ambos os personagens quando o assunto é relacionamento e personalidade (por isso eles me irritaram um pouco), mas acredito na magia do Natal.

Irresistíveis, de Christina Lauren, é o último livro de uma série incrível

Eu adoro Christina Lauren. As duas autoras escrevem comédias românticas divertidas, com uma pitada sexy, que merecem ser lidos. Irresistíveis é o quinto volume, sem contar as histórias paralelas, da série Cretino Irresistível, primeiro é grande sucesso delas.

O livro fala de uma história de amor que nasceu durante um tour por vinhedos. Como gosto de uma tacinha, e sou apaixonada por sangria, achei essa mistura de romance com garrafas de tintos e brancos muito interessante. .

Pippa passou pela pior situação possível: encontrou o namorando a traindo em sua própria cama. Determinada a dar um tempo da vida que leva em Londres, ela pega um avião para encontrar alguns amigos e fazer um tour por vinícolas nos Estados Unidos. No avião, senta-se ao lado de Jessen, um cara de 28 anos, advogado que estava no velho continente a negócios. O que ela não sabia é que o boy também faria parte da tal tour que ela ia fazer.

Essa trama é bem aquela história dos opostos se atraem: ela é um espirito livre, ele meticuloso e “bom com detalhes”. Apesar do clichê clássico, tenho uma outra crença a respeito disso. Acredito que os dispostos se atraem. Mesmo que você tenha tudo em comum com um boy, se não fizer um esforço para conhece-lo, para entender onde são diferentes e que, às vezes, vão discordar, o relacionamento não rola. O mesmo acontece com aqueles caras que não têm nada a ver com você.

Batgirl ganhará filme. Vem conhecer a história dela

Fala-se muito mais dos heróis do que das heroínas. Isso é um fato. Mas elas existem, são fortes, poderosas e não fogem de uma briga. Quando na Comic Con 2017 a Warner anunciou que a Batgirl irá ganhar um filme — ainda sem data de estreia e nem nome de protagonista — o público do painel vibrou. Eu mesma fiquei animadíssima. Sai de lá direto para comprar um HQ da personagem. E em época de estreia de #Aquaman, vale também saber mais sobre a heroína.

Você precisa ter um certo cuidado na hora de comprar histórias em quadrinhos. Alguns compilados começam em números avançados e daí, quando você vai ler, percebe que não está entendendo nada. E nem poderia! Afinal, está na edição 89… Olhei atentamente as prateleiras e encontrei um Batgirl que estava escrito “Volume 1”. Peguei e fui para o caixa.

batgirl

Acertei na escolha? Em partes! Meu quadrinho, Batgril – Aves de Rapina faz parte do Universo DC Renascimento, então não é bem, bem, bem, o começo da história. Mas vale a leitura mesmo assim. Nele a gente descobre a identidade real da Batgirl, alguns perrengues que ela passou, como precisou se reinventar e sua volta na luta contra o crime.

E o mais legal: tem até uma “vilã” mulher!

Você vai querer fazer parte do O Clube de Leitura de Jane Austen

Só de começar a falar desse livro já sinto um quentinho no coração. O Clube de Leitura de Jane Austen, de Karen Joy Fowler (Rocco), junta duas coisas que eu amo: histórias da Jane Austen e, como o nome já diz, falar sobre meus livros preferidos!

Seis amigos, a mais nova com 28 anos e a mais velha com mais de 50, se unem para, uma vez por mês, discutir as histórias e personagens de uma das autoras mais famosas da literatura. Para mim, só isso já faria as páginas dessa obra serem ótimas. Só que, entre um pitaco sobre a trama de Emma e uma opinião marcante sobre Mansfield Park, a gente descobre um pouco mais sobre a vida e aflições dos membros desse clube. Cada mês e cada livro, marca a discussão de um deles.

1

Se você não leu as obras da Austen, vez ou outra vai ficar difícil acompanhar. Ainda mais quando você se pega em uma discussão sobre o que cada um daqueles leitores pensa sobre o comportamento de Emma ou sobre o final de Razão e Sensibilidade. Eu, que sou uma viciada em Austen, tenho vontade de entrar no livro e dar minha opinião também! Quer ler mesmo sem ter se encontrado com as obras de Jane nenhuma vez? No fim do livro tem um resumo para ninguém ficar perdido.

Esse livro a absorve e a deixa hipnotizada tanto pelas histórias dos personagens, quanto pelas discussões sobre os clássicos. Isso sem contar que ele tem uma capa que ficaria linda em qualquer estante.

Atriz Fernanda Rodrigues escreveu um livro sobre maternidade. Saiba mais sobre “Meu Jeito de Ser Mãe”

Essa resenha foi escrita por Bárbara dos Anjos Lima

A atriz Fernanda Rodrigues você provavelmente já conhece. Ela fez sucesso e marcou época como Luísa, a protagonista da primeira temporada de Malhação (1996) e recentemente viveu a vilã Fabiana, na novela das 9 O Outro Lado do Paraíso. Desde 2015, Fernanda também é apresentadora do programa Fazendo a Festa, do canal por assinatura GNT, que produz festas infantis. Talvez por causa do programa seu nome tem sido mais ligado ao tema infância e maternidade nos últimos tempos. Mas a verdade é que ela escreve um blog sobre o tema, o Cheguei ao Mundo, desde que a filha tinha dois anos. Fernanda “virou” escritora quando sua primogênita Luisa, nasceu. Fazia textos sobre sua rotina e as novidades da vida da bebê e enviava aos familiares. Depois, começou o blog. Agora, lança o livro “Meu Jeito de Ser Mãe” (Fontanar) sobre suas aventuras criando Luisa, 9 e Bento, 2.

A encontrei rapidamente na ComicCon no começo de dezembro e contei que tenho uma filha de 6 meses ( a Beatriz ❤️), havia comprado o livro pela internet mas tinha recebido ainda. Fernanda foi muito fofa e disse “espero que o livro te ajude”. Cheguei em casa naquele dia e recebi um pacote das mãos do porteiro. Era o livro! Comecei a ler na manhã seguinte e terminei no mesmo dia!

unnamed

São 254 páginas, divididas em capítulos curtos com temas relacionados as suas experiências como mãe. De forma leve, Fê (aquela que faz a íntima) divide suas histórias num viés positivo e bem inspirada no que ela fala ser seu lema de vida:  “tudo passa” ( eu ainda acrescentaria: e a gente sente saudades!). Mas, importante, sem deixar de falar de algumas dificuldades como uma doença inesperada do filho, a mastite que sofreu ao amamentar ou como lidar com as birras dos “terrible two” do pequeno. Tudo com leveza e pitadas de bom humor. Ah! Importante: em diversas passagens, especialmente as de assuntos de saúde, o livro traz informações técnicas de médicos como obstetra, pediatra. e dermatologista.

No fim, o que mais gostei do livre foi o jeito leve de ver a maternidade – e a vida! Aliás, a Fernanda não sabe, mas somos parecidas nesse aspecto – será por sermos librianas e fazermos aniversário com 1 dia de diferença (eu dia 20/10, ela dia 21/10)? Gosto da ideia da maternidade ser tratada de forma real: não romantizada – como era muito comum antigamente – mas também não burocratizada ou dramática. Existem dificuldades, claro. Para mulheres que optam em ser mães, a maternidade é sim, um período transformador, que traz mudanças significativas que mexem com a gente, mas, que trazem muito amor e alegria. Pela minha experiência de mãe novata e de primeira viagem, falar sobre as suas incertezas, dividir dúvidas e pedir conselhos ajuda a “virar a chave” da maternidade de forma mais leve. Esse livro é uma ajuda.

 

Diário de Uma Ansiosa ou Como Parei de me Sabotar fala com leveza de um problema bem sério

Eu sou uma pessoa ansiosa. Fiz terapia por um tempinho e hoje sou uma adepta forte dos florais. Mas não é tão simples assim controlar essa questão. Crises vem do nada, por motivo nenhum, te deixam perdida e sem saber por onde começar a resolver o problema. Por que aquele desespero agora? Qual foi o gatilho? E o que muita gente acha que é frescura, é uma doença bem séria e que precisa de atenção.

Por isso o livro Diário de uma Ansiosa ou Como Parei de me Sabotar, da Galera Record, me chamou a atenção. A autora narra situações, descontroles de emoções e momentos que só quem sofre com a tal da ansiedade consegue se identificar. A autora sofreu por anos com situações do dia a dia que por muitos passam despercebidas.

Ouvindo os relatos de Beth Evans, que tem um jeito bem leve de narrar os perrengues de sua própria vida, comecei a achar os meus problemas minúsculos. Mas não importa o tamanho, assim como ela mesmo diz na obra, o importante é saber pedir ajuda — por mais difícil que isso seja.

Beth passou por estágios de ansiedade, TOC, automutilação… Tudo isso naquela fase da vida em que estamos fazendo em transição, saindo da adolescência para se tornar adultos. Com textos e desenhos (feitos por Beth), ela conta suas histórias e mostra os seus caminhos — que podem servir de inspiração para quem quer encontrar o seu.

Resumo da ópera: esse livro é uma maneira mais leve de falar de problemas sérios. Não se menospreze, não tenha medo de pedir ajuda, um ombro amigo, um conselho, alguém pra conversar… Sua saúde mental importa muito e nada do que sente é frescura.

Todas as Crônicas, de Clarice Lispector, é um livro para quem é fã e para quem não é

Ler um livro de crônicas é algo que se faz em pílulas. Pelo menos no meu caso. Você abre um dia lê uma, em outro mais outra… E por aí vai, se deliciando aos poucos com a distração dos textos curtos. No dia em que #ClariceLispector completaria 98 anos, escolhi o “Todas as Crônicas”, da editora Rocco, para fazer a resenha.

Como o nome já diz, esse livro traz 679 páginas com crônicas de uma das autoras mais emblemáticas e famosas desse país. Tudo, claro, com aquela pegada de Clarice que os fãs estão carimbados.

Mas e se você não é fã? Faz um sorteio! Abra em uma página qualquer e se jogue naquele texto. Em uma das vezes que fiz isso, por exemplo, acabei me deparando com a carta que a atriz Fernanda Montenegro enviou a Clarice (e a autora teve autorização para publicar). Nela, Fernanda abria o coração sobre o tempo difícil enfrentado pelos atores de teatro. Diferente e inusitado. Mas o livro começa triste e trágico, com a história de um menino com fome que pede comida a mãe, que não tem como atender o pedido.

Todos devemos ler Clarice pelo menos uma vez na vida. Se ainda não o fez, comece com esse livro ou com “A Hora da Estrela”, um de seus grandes clássicos.