Cadu e Mari é um livro, mas podia ser um romance de Hollywood

Se gosta de histórias de amor avassaladoras, daquelas de paixões instantâneas e intensas, Cadu e Mari, de A. C. Meyer é o livro ideal para você. Na trama, Cadu é o diretor de uma revista e Mari sua assistente. Eles trabalharam juntos por três anos antes de algo a mais rolar.

A história se passa no Rio de Janeiro e eles são funcionários de uma revista de moda. Mari se sente um pouco excluída pelos colegas por não seguir aqueles padrões de beleza impostos pela sociedade, e, para piorar, ainda ouve ofensas. Um belo dia Cadu se vê balançado por Mari como nunca se sentiu antes. Por isso, decide seguir seu coração e perseguir esse amor mesmo colocando os dois em uma situação delicada no trabalho. Mari, que sempre teve uma quedinha por ele, se derrete e segue junto. E, tchan, tchan, tchan: o casal vive esse amor com direito até a viagens surpresas. Uma fofura só! Enquanto na vida pessoal vai tudo bem, na profissional Cadu suspeita que alguém está vazando as pautas de sua revista para a concorrente, que por azar, chega primeiro às bancas.

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Para deixar claro, acho o Cadu um pouco dramático, tá? Mari é uma mulher bem-resolvida, que sabe o que quer, corre atrás daquilo que acredita merecer. Ela dá lição atrás de lição sobre a vida para o namorado só com seu jeito de ser. Quando terminei de ler, a sensação que eu tive é que a história é uma grande mistura de O Diabo Veste Prada, por causa da maldade dos companheiros de trabalho, com De Repente 30, pelo vazamento das matérias para a concorrência. E quando a gente mistura dois filmes queridinhos, a história poderia se tornar um roteiro de Hollywood também, não? Sim! Tanto que a obra até ganhou uma versão em inglês.