Amora, do Emicida, é uma aula de como aprender a se amar desde cedo

O livro Amora, do rapper Emicida, quebra preconceitos de uma forma delicada tanto sobre cor de pele quanto sobre religião, principalmente quando ele fala sobre o pensamento de uma criança e cita Obatalá, Deus e Ala (lembrando que neste  planeta Deus tem muitos nomes diferente).

Apesar de curtinho, “Amora” é um livro empoderador importante para meninas negras. Em 2018, infelizmente, ainda enfrentamos muito racismo. E é com muita tristeza que digo isso. Não entendo como alguém pode julgar o outro pela cor da pele, mas isso existe. E esse julgamento machuca.

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Ao mesmo tempo que a representatividade cresceu na música, novelas e cinema, ela ainda é muito pequena. Poucas são as famosas, por exemplo, que são negras e têm reconhecimento. Por isso que ao falar que “as pretinhas são as melhores que há” em um pomar se referindo as amoras, esse dizer se expande na cabeça da criança que conclui com o pensamento: “Papai, que bom, porque eu sou pretinha também!”.

E que assim seja. Que as crianças, todas elas, cresçam sabendo que elas têm valor. Agora e sempre!

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