Jack o Estripador – Rastro de Sangue é o livro ideal para o seu Halloween

Chegou o dia mais assustador do ano: 31 de outubro, Halloween. E eu, que não sou boba nem nada, fui logo pensando em um livro que pudesse combinar com essa data. E, nada melhor do que um título da Editora Dark Side.

Jack o Estripador – Rastro de Sangue, de Kerri Maniscalco, como o título já diz, narra a história de um assassino e a paixão de uma jovem de apenas 16 anos do século XIX pela a análise de cadáveres. E esse interesse não surgiu do nada: seu tio é uma referência na medicina forense e ela fica encantada ao vê-lo trabalhar —  e até frequenta suas aulas na universidade vestida de menino, já que não era permitido a presença de mulheres na época.

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É sua habilidade de analisar cadáveres que usa para ajudar a desvendar quem é o JacK, o estripador, que está matando pessoas em meio a uma Londres violenta. É muito girl power ver uma jovem, em um momento da sociedade onde ela sequer tinha oportunidade de estudar como os homens, tão determinada a se dedicar a sua função. E não desistindo de ser quem quer ser.

Só uma questão, se você tem o estômago fraco, talvez esse não seja seu livro. As descrições são muito ricas, então e se você é sensível é melhor tomar cuidado com o coração na hora das autópsias.

O que você faria se esquecesse os últimos 10 anos de sua vida? Essa é a polêmica de O Que Alice Esqueceu

E se você esquecer os últimos 10 anos de sua vida? Já pensou que aflitivo seria acordar um pelo dia achando que estamos em 2008, sem ter absolutamente nenhuma recordação do que se passou com você e com o mundo? Em O Que Alice Esqueceu, de Liane Moriarty, autora de Big Little Lies, série que ganhou destaque no canal HBO e que terá até Meryl Streep na segunda temporada, Alice cai na academia, bate a cabeça e volta 10 anos no tempo. Não se lembra dos filhos. do que aconteceu com seu casamento, dos problemas da irmã… É angustiante ver a personagem nessa prisão do passado.

E por essa falta de memória toda, ela causa uma certa, digamos, confusão na vida das pessoas que a cercam. Se Alice não lembra que está se divorciando, como vai se conformar que o marido não está em casa? E, ao que as páginas nos fazem entender, ela não era, ou pelo menos não foi por um período, a melhor pessoa do mundo. Todos falam dela como se egoísta, mesquinha e autocentrada.

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Nunca parei pra pensar no que significaria para mim esquecer meus últimos 10 anos de vida: não ia lembrar que sou jornalista, que tenho namorado, todas as minhas conquistas… Quero voltar aos meus 18 anos? Não!  Mas Alice não entende sua ‘nova versão’ e parece não gostar muito de quem se tornou. É um livro para refletir sobre quem somos e como mudamos nos últimos anos para o bem e para o mal

Joga Comigo mostra que o amor não se compra — não que a gente já não saiba

A gente trabalha duro todos os dias para conseguir realizar alguns desejos: viagem, carro, apartamento, comer em lugares bacanas… Mas também, e mais importante, temos os tais boletos para pagar no final do mês. Vida de adulto, né? E quando você rala, uma pessoa achar que consegue te ganhar pela fama e conexões não é nada impressionante. Inclusive, é ofensivo!

Em Joga Comigo, de Kristen Proby, Will é um jogador de futebol americano famoso — e muito rico. Ele é um cara bacana, tem uma família legal, mas está acostumado a ter mulheres interessadas em ficar com ele sem que precise fazer esforços. Até que encontra Meg, uma enfermeira que trabalha com crianças que não está nem aí pelo status que acompanha tal nome.

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Dito isso, o cara se esforça pra que ela dê bola pra ele e… nada! Mesmo. Não é com coisas materiais que Will conseguirá chamar a atenção de Meg — que é sozinha e teve uma infância bem difícil. Ela está tão acostumada a achar que o amor é decepcionante, que significa abandono, que ele tem que ralar muito pra provar o contrário.

Meg é uma daquelas mulheres batalhadoras reais como tem muitas por aí. Tem muita gente que se identificará com ela por sua ética de trabalho, determinação e independência. Ela sabe seu valor (sim, leitora, tenha sempre em mente que você é importante. Não deixe ninguém te dizer ao contrário).

Bom, essa é uma história divertida e leve. Bem gostosinha para curtir em uma semana estressante, sabe? É quase como um episódio daquela série de comédia que você costuma dar o play só pra relaxar. Vai por mim, vai ser legal.

Amazon lançará uma versão à prova de água para o Kindle Paperwhite

 

Se você é dessas que gosta de levar seu e-readers para praia, piscina ou até para o banheiro, quando a possibilidade de um banho de banheira existe, ficará bem feliz com essa notícia ainda mais com o verão chegando: a Amazon lançará uma versão à prova de água do Kindle, seu dispositivo de leitura digital.

De acordo com a COSMOPOLITAN inglesa, a próxima versão do Kindle Paperwhite terá novas funções, entre elas a que ele pode ficar afundado em até dois metros de água por uma hora e continuar funcionando normalmente. Além disso, você também poderá  escutar audiobooks —  isso sem falar que a bateria, que já tem uma vida longuíssima, durará ainda mais.

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O preço em Londres varia de 120 a 220 libras (algo entre 610 e 1118 reais).  Por lá, quem fez a compra na pré-venda do site começa a receber o aparelho a partir de 7 de novembro. No Brasil, a novidade ainda não está disponível, mas fiquei animada com essa possibilidade.

Quem aí lê com e-reader levanta a mão! \o

A História do Cinema para Quem tem Pressa conta de forma didática como surgiu a diversão nas telonas

Você já parou para pensar como surgiu o cinema? Com uma simples busca no Google é possível determinar como essa forma de entretenimento ganhou força no mundo, mas quem estuda de fato o assunto dá uma leve desconfiada dos irmãos Lumiére, afinal muito contribuíram para que o cinema que a gente vê hoje existisse.

No livro A História do Cinema para Quem tem Pressa, de Celso Sabadin (Editora Valentina), você dá uma volta no tempo desde meados de 1800 (voltando ainda mais quando cita-se movimentos milenares) até  quando já chegamos ao nível de franquias e remake, fazendo uma análise de como surgiu essa diversão das telonas – que hoje conseguimos viver até em versão 4D.

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Para quem diz que irá contar a história com pressa e resumidamente, eu até achei o livro bem detalhado, sem ser superficial e nem tão direto em suas explicações. Você vai aprendendo aos poucos como a ciência e a humanidade influenciaram essa forma de arte tão apreciada e reconhecida hoje em dia.

É bacana ver, depois de passar pelos primórdios, guerras, TV, festivais, cinema francês, a influência da Rússia, entre tantas outras coisas, o cinema tenha atingido o nível atual. Toda a galera que se dedicou para que essa arte se tornasse realidade merece um Oscar.

Conheça a história de “Sedutor – Selvagem Irresistível”

Sabe quando você alguns autores preferidos? Para mim, Christina Lauren entra nessa lista. Apesar delas assinaram as obras com só um nome, seus livros são escritos a quatro mãos por Christina Hobbs e Lauren Billings, duas americanas que deixaram de lado suas carreiras como pedagoga e neurocientista para se dedicar a literatura. E podem agradecer, porque valeu à pena.

Vamos falar de livros então? Em Sedutor, a ideia de Mia era só curtir um final de semana em Las Vegas para comemorar a formatura. O que ela não imaginava é que, depois de uns drinques terminaria casada com Ansel — um francês que também estava de passagem pela cidade para curtir. Nenhuma surpresa até agora, certo? Acontece que, em vez de terminar tudo com aquele estranho e anular a união, ela resolve passar um tempo com ele na França, para testar se o relacionamento era algo que ia dar certo de verdade.

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Depois de conhecê-lo só por algumas horas, Mia abriu seu coração sem medo com o francês: falou sobre o acidente que sofreu que a impediu de continuar dançando, sua família… Passagem marcada, lá foi ela para Paris viver uma vida de casal — com direito a moral na casa do boy. Final feliz? Nem pensar! Além de muitas cenas de sexo picantes, rola ainda uma pitada de barraco e romance antes do fim da trama.

Se quiser a minha opinião sincera, a dica de hoje é: viu Christina Lauren escrito na capa de um livro não precisa nem ler a sinopse, pode comprar de olhos vendados.

 

Todas as Coisas Belas fala sobre descobertas e rupturas

Não sei se é porque sei que Todas As Coisas Belas foi escrito por Matthew Quick, nome responsável pelo filme O Lado Bom da Vida — que rendeu um Oscar de Melhor Atriz para Jennifer Lawrence — que vejo semelhanças entre as histórias. Mas pra mim, ambas as trama são sobre se encontrar.

Nanatte não é a garota mais popular da escola. Pelo contrário. Almoça com um professor em sua sala para não ter que enfrentar o refeitório e nem tem amigos de verdade. Até o esporte que pratica, futebol (o nosso mesmo!), é uma paixão do pai, não sua.

Quando seu professor dá a ela seu livro preferido, O Reifador de Chicletes, ela descobre um novo mundo. Um onde ela se identifica com o protagonista. Mas, o final a deixa sedenta por respostas. É assim que começa uma amizade com o senhor que escreveu essa história, o que a leva a fazer mais um amigo. Esse novo universo de descobertas, é também, é um momento de rupturas difíceis

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A adolescência é um momento de sentimentos intensos, de dúvidas, questionamentos… e Nanette, aos 18 anos, tinha tudo isso reprimido. Ela só seguia o fluxo. Até que conseguiu fazer essa quebra.

Acho que isso é meio o que fazemos todas as vezes que saímos da nossa zona de conforto. Passamos por uma ruptura que, às vezes, é incrível, e outras, dolorosas.

Mas é da vida. E segue o baile.

O HQ Uma Morte Horrível é bem surpreendente

Olha só! Mais um HQ passando pela sua timeline com o selo de aprovação do Marque Uma Página. Em Uma Morte Horrível, Zoé está em um relacionamento ruim, em um trabalho que não gosta e bem de saco cheio da vida. Até que conhece Thomas, um escritor recluso que dá a atenção que ela estava desejando receber há tempos.

O cara é famoso, várias revistas já escreveram sobre o sucesso de suas obras, mas Zoé não faz a menor ideia quem esse boy seja. Eis o grande motivo do sucesso do romance, pelo menos, até o Thomas começar a escrever uma nova obra.

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Dificilmente eu encontro um livro que me surpreenda com o desfecho. E isso não é um problema necessariamente. Gosto de histórias de amor que o casal fica junto no fim e está tudo certo. Só que esse HQ não me deixou de boca aberta só uma vez, só:  ele conseguiu me fazer dar um gritinho de “O quê?” duas vezes! O que fez com que esse livro garantisse o seu lugar na minha lista de indicações.

Não importa onde você esteja: no metrô, deitada em sua cama, voltando no trabalho… Esse livro promete ser uma companhia maravilhosa que irá ajudá-la na hora de passar o tempo.

O Assassinato De Roger Ackroyd é uma história de mistério das antigas

Eu sempre gostei de livros de mistério. Histórias com detetives, policiais, crimes a serem resolvidos… E como os thrillers ganharam uma fama meteórica nos últimos dois anos, cada dia era mais comum ver histórias com essa pegada nas prateleiras. O que eu adoro. Mas, às vezes, sinto falta de outra coisa.
Quem acordava cedo para assistir desenho quando era criança levanta a mão. \o Na minha época, o legal dos sábados era ir à sala assistir Scooby Doo. Queria muito ser a Daphne (apesar de ser bem mais parecida com a Velma) e ficava hipnotizada nas pistas até acharem o culpado — e quase sempre o primeiro suspeito é o mordomo.
Por isso esse livro da Agatha Christie me deu um quentinho no coração. Já li várias obras da autora britânica, mas me peguei virando as páginas (mesmo que seja no meu Kindle), de O Assassinato De Roger Ackroyd.

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Ler Agatha Christie é voltar às origens do mistério. Ela vendeu cerca de 4 bilhões de cópias de suas histórias e escreveu muitas tramas com crimes que precisavam ser desvendados. Esse tem uma fórmula clássica que eu amo: acontece um assassinato, não há muitas pistas (apenas pegadas e digitais) e o primeiro suspeito, claro, é o mordomo.
Roger Ackroyd tinha informação sobre um assassinato e um suicídio antes de ser ele mesmo assassinado. Mas só quem tem o conhecimento completo da história é o médico da cidade. Entre detetives particulares e investigação da polícia, vamos descobrindo o rumo desse acontecimento.

Rede wi-fi de metrô de Nova York faz parceria para que usuários leiam de graça

Não é incomum encontrarmos uma pessoa com um livro ou um e-reader na mão no transporte público. Ler, pelo menos para mim, é a melhor maneira de fazer o tempo passar mais rápido e não sentir o caminho. E pelo jeito, para quem comanda o metrô de Nova York também.

A rede wi-fi de transporte público da Big Apple, a Transit Wireless, fez uma parceria com a Literacy Partners, uma ONG que já ajudou mais de 25 mil adultos a terem uma vida melhor com a ajuda da educação, para que seus usuários pudessem ler gratuitamente poemas, trabalhos acadêmicos e pequenas histórias —  e ainda ofereceram trechos de mais de 200 livros.

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O metrô ficou lotado de placas incentivando as pessoas a se conectarem e curtir a leitura no projeto que durou 6 semanas. Para quem não sabe, a internet grátis em Nova York (inclusive a de dentro dos trens) funciona muito bem, então valeria a pena investir esse pouquinho de bateria para terminar uma viagem com mais cultura.

Que legal seria se essa moda pegasse no Brasil…

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