Passe “Uma Noite com Audrey Hepburn”

Eu adoro a Audrey Hepburn, mas tenho medo de fantasmas. Portanto, se encontrasse a diva do cinema, que faleceu em 1993, sentada no meu sofá, certamente sairia correndo para as colinas. Mas Libby é mais corajosa do que eu, e decidiu encarar a tal “assombração e curtir o momento com seu maior ídolo.

Vamos voltar um pouco. Tudo isso que eu acabei de contar acontece no livro Uma Noite com Audrey Hepburn, de Lucy Holliday.  Na trama, Libby é uma atriz frustrada que acaba de ser demitida e está em busca de encontrar quem realmente é — longe da influência de sua irmã mais nova e de sua mãe, que é sua agente. O empurrãozinho que ela precisa vem de ninguém menos do que Audrey Hepburn, que aparece em sua sala depois de um dos piores dias que uma mulher pode ter.

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Medo de fantasmas à parte, Audrey surge na vida de Libby quando ela mais precisa de uma ajudinha na autoestima — já que tende a acreditar que não é bonita ou talentosa o suficiente… “E você sabe do que eu mais me orgulho? De não deixar nada me assustar. Eu não era qualificada para fazer par com Gregory Peck. Não era boa o suficiente para dançar com Fred Astaire. Mas mergulhei de cabeça, e dei o meu melhor, porque essa é a única maneira de uma mulher encontrar seu lugar no mundo”, diz Audrey a Libby, quando tentava convencê-la a ir a um encontro com um ator gato e famoso. Posso dizer, seguramente, que qualquer mulher passando por um dia difícil e duvidando da sua capacidade iria adorar ouvir essas palavras — mesmo que elas não tivessem saído da boca da Audrey.

E se você se apaixonar por essa história tenho duas boas notícias: 1) Existe a continuação. E na próxima quem ajuda Libby a colocar a vida nos eixos é Marilyn Monroe; 2) Tenho um outro livro com a mesma pegada para indicar: Menina de Vinte, da Sophie Kinsella (a autora da série Os Delírios de Consumo de Becky Bloom). Resumindo, continuo gostando de livros com essa pegada divertida de receber uma ajuda do além, só prefiro não ser a pessoa a vivenciar essa experiência. Afinal, do jeito que sinto medo, no fim das contas, minha história terminaria com dois fantasmas: o meu e do visitante.