A.C. Meyer fala sobre seus livros e carreira

Eu já entrevistei muitas autoras em todos os meus anos de carreira como jornalistas, mas a A. C. Meyer é uma das mais queridas que existem. Carioca, ela começou publicando livros de forma independente e até conseguiu vender um título com a tiragem de uma pequena editora sozinha!

Com 12 livros publicados, ela separou um tempo do seu dia para conversar com o Marque Uma Página sobre sua carreira. Vem ver!

Quando você notou que as pessoas amavam seus livros?

Comecei como autora independente e divulgando Louca Por Você capítulo por capítulo no Wattpad. Era bacana acompanhar a opinião dos leitores. Acredito que o livro só saiu e que hoje sou autora por causa desse apoio que recebi. Tinha muito incentivo para transformar o online em um livro físico, então depois de oito ou nove capítulos, fiz uma pré-venda por conta própria e consegui a tiragem de uma pequena editora.

Você escreve histórias que se passam em várias cidades. Como faz isso?

Para a série de Los Angeles, minha base toda veio de pesquisas. A história fala de muitos lugares que existem de verdade, então era primordial pesquisar e até fazer o acompanhamento pelo Google Maps sobre os caminhos. Em Cadu e Mari, que se passa no Rio, essa é minha cidade, são lugares que conheço bem. Já quando penso em O Tipo Certo de Garota Errada, não defini o local. Queria que o leitor que acompanhasse a história sentisse que poderia acontecer em qualquer cidade litorânea.

a c meyer

Dos livros que você escreveu, qual o seu preferido?

Até 2015 não conseguiria responder essa pergunta. Mas quando escrevi O Tipo Certo de Garota Errada perdi o pudor de dizer que aquele era meu livro e história preferida. Tenho uma ligação muito forte com os personagens, que carregam várias características minhas. É um livro com um laço emocional muito grande comigo. A história chegou para mim em uma fase de mudança total de carreira e vida. Costumo dizer que a Malu me curou e que eu a curei. Esse livro me fez mudar a forma como vejo a vida. Quando estou feliz, o leio para dar uma animada, quando estou triste, leio porque amo a história. É a obra minha que mais li.

Qual a maior dificuldade e a maior facilidade de escrever uma série?

Fazer séries é algo bem gostoso, porque você acompanha a vida dos personagens por um longo tempo. Não precisa se despedir deles com pressa. A dificuldade, por outro lado, é entrelaçar a trama. No caso da After Dark, como os livros são independentes, mas que se encontram, o difícil é fazer as ligações entre os livros sem deixar furos.

Qual a sua autora e livro preferido? Dá pra dizer?

Isso é quase como perguntar pra uma mãe qual seu filho preferido. Como leitora, amo a Susan Mallery. Ela tem uma escrita muito próxima da minha, voltada para a comédia romântica, e que cria personagens muito reais. Acho que toda leitora que gosta de romance vai gostar de ler. Já meu livro preferido é o Marsha Mellow e eu. É uma comédia que me identifico. A menina tomou um pé na bunda do namorado e resolveu escrever um livro contando as experiências do amigo gay como se ele fosse uma mulher. Tem uma pegada erótica que vem de muito antes de 50 Tons. Ela usava um pseudônimo, mas a irmã descobre, oferece para editoras e uma aceita publicá-lo. A grana é boa, então não rola recusar, mas ela não queria ser descoberta, assim como eu no começo.

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