Memórias Inventadas a Segunda Infância relembra a adolescência de Manoel de Barros

Peço licença para falar de um livro que é o segundo de uma trilogia. Mas tudo bem, não tem problema. Você entenderia a história de “Memórias Inventadas a Segunda Infância”, de Manuel de Barros, mesmo sem saber que ele se une a outras duas obras.

Logo de cara, em sua primeira página, você já entende que estamos falando de um adolescente de 15 anos: ele conta. E fala também de sua namorada. Tem histórias sobre danadices com os colegas, reflexões e um bom tom de descoberta sobre o erotismo.

O livro é composto de pequenos contos. Cada página tem uma história com começo, meio e fim. Além de serem ilustradas por pinturas.

Gosto de literatura brasileira e esse tom poético que esse livro carrega. Mas uma das coisas mais lindas que ele tem é sua apresentação — pelo menos, a da minha edição. As páginas estão soltas, presas por um laço laranjada, em uma caixa de papelão. É mais que só um livro, é uma obra de arte.

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