Conheça o livro ‘Sempre Faço Tudo Errado Quando Estou Feliz’

Sabe quando você precisa de uma injeção de autoestima? Tem livros que te ajudam a colocar sua astral lá para cima e, de quebra, dar algumas lições de vida extra. O livro Sempre Faço Tudo Errado Quando Estou Feliz, da Renata Segal (Editora Planeta), a criadora do perfil Aquele Eita, é assim.

Se por um lado ele está dá uma animada, por outro, ela te faz parar e pensar: será mesmo que tenho que ir para esse caminho? Será que aquele relacionamento valeu a pena? Será que não estou colocando muito peso em algo que nem merecia assim tanto destaque?

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E tudo isso, em forma de pequenos quadrinhos, páginas com textos curtos e desenhos divertidos. Ele é o tipo ideal de livro para você curtir assim, por uma hora, e passar para frente. Entre uma criação e outra, você vai acabar lembrando de uma amiga que precisa ouvir aquilo tanto quanto você.

O “Livro do Bem – Gratidão” vai ajudar a mudar sua vida

Eu sou uma pessoa muito agitada. Muito mesmo. Não paro por um minuto, durmo poucas horas por noite, raramente estou me sentindo cansada e sem energia. Ou seja: sinais claros que, de vez em quando, preciso parar por uns minutos e diminuir o ritmo. Tirar o pé do acelerador é saudável e primordial para manter o equilíbrio da vida.

Talvez seja por isso que eu tenha gostado tanto do O Livro do Bem – Gratidão, escrito Ariane Freitas e Jessica Grecco, fundadoras do Indiretas do Bem — um canal no Youtube que hoje tem quase 10 milhões de inscritos. Em pouco mais de 200 páginas, elas dão dicas de como relaxar, propõe desafios, escrevem frases inspiradoras, playlists e receitas que podem deixar sua vida melhor. É bem divertido.

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De tudo, o que mais chamou a minha atenção foi a receita do suco relaxante e o desafio de 30 dias de detox do bem. Fiquei animada para testar ambos. No desafio, você precisa ter uma atitude detox por dia, durante 30 dias. E tem um calendário nas páginas para você acompanhar a evolução.

Se está precisando frear um pouco, dar um passo para trás ou, simplesmente, relaxar. Vale (e muito!) ter esse livro na sua estante.

A Biblioteca Pública de Nova York é um ótimo passeio para dias chuvosos

A gente sempre quer viver dias ensolarados nas nossas viagens, mas às vezes o tempo fecha e fica aquela dúvida: e agora, faço o quê? Se você estiver em Nova York e ama ler tenho uma dica ótima: visitar a biblioteca pública da cidade.

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Em um dia chuvoso na minha passagem por lá, fui me abrigar nesse prédio lindo, mágico e  que além de vários livros, também pode contar com exposições no corredor. Dá para entrar nas salas de estudo, passar perto das prateleiras e sentar nas mesas para ler (claro!). O ambiente é pensado para ter pessoas circulando pelos corredores.

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Prepare-se para ficar beeem impactada: a biblioteca tem em seu acervo cerca de 53 milhões de livros. O prédio, que faz com que a gente se transporte para um filme antigo quando passamos por seus corredores, foi inaugurado em 1911 e demorou onze anos para ser construído. Lá dentro, você poderá tirar muitas fotos, mas sem flash.

Se gosta de compras, tem outro cantinho legal: a lojinha. O local tem livros (claro!), marca páginas, canetas, lápis, ecobags e vários outros itens que você pode levar e guardar de recordação de sua visita.

E, antes que eu me esqueça, a biblioteca fica coladinha no Bryant Park, em Manhattan. Outro cantinho que vale a pena conhecer.

Faça uma viagem para a Escócia com On Dublin Street

Depois de ler On Dublin Street, de Samantha Young, aquela dúvida que está sentindo sobre se deve ou não ter uma amizade colorida com aquele boy maravilhoso vai desaparecer. Sim, a história de Joss e Branden é inspiradora. O casal que se conhece por acaso logo na chegada de Joss a uma nova cidade e a química é imediata. O que eles não esperavam era a peça que o destino iria pregar nessa quase relação.

Devido alguns problemas de seu passado, Joss não quer se envolver, o que faz com que ela evite — a todo custo —  curtir a atração que sente por Braden, irmão de sua colega de quarto. Ou seja: não tem como não cruzar com o cara. Entendeu agora a gracinha que o destino fez com eles? Eis que ele propõe uma relação sem compromissos e ela resolve se jogar.

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O que seria a solução para os problemas para uma mulher que não queria se comprometer com ninguém, claro, é o início de uma história de amor. Mas o legal mesmo dessa trama vai muito além do bom e velho “garota se apaixona por garoto e eles vivem felizes para sempre”. Joss, com todas as suas inseguranças, nos mostra que, às vezes, vale a pena se entregar de verdade e ver onde as coisas vão chegar.

Se não tentarmos, nunca vamos saber, não é mesmo?

Mais um livro de Maria Dueñas irá se tornar série

A escritora espanhola Maria Dueñas fez as malas e desembarcou aqui no Brasil para conversar com seus fãs e leitores. A Editora Planeta a trouxe para um bate papo sobre seu novo livro lançado por aqui: As Filhas do Capitão.

Em um evento no SESC da Avenida Paulista, ela tirou dúvidas, contou da vida e ouviu histórias daqueles que amam tudo o que escreve — sempre muito atenciosa e com sua tradutora ajudando para língua não se tornar um empecilho.

Consegui que ela respondesse duas das minhas perguntas e uma delas ainda rendeu uma revelação: o livro Destino: La Templanza irá se tornar série — assim como O Tempo Entre as Costuras, que está disponível na Netflix.

Como surgiu o convite para O Tempo Entre as Costuras se tornar série? Você participou de alguma forma da produção?

Na realidade a série não é uma produção original da Netflix, e sim, de um dos grandes canais privados da Espanha, o Antena 3. A ideia da adaptação partiu deles, que fizeram toda a produção. Eu só participei da supervisão dos personagens. Tive uma relação muito próxima a tudo que eles faziam: me contavam sobre o que acontecia, o que estavam fazendo, o cenário, o figurino, mas eu não intervia em nada disso,

Foi só muito depois que estreou na Espanha, onde foi um grande sucesso de audiência e crítica (os leitores ficaram felizes com o resultado e não se sentiram traídos pelo o que viram), que a Netflix comprou os direitos. A série já tinha sido reproduzida em outros países, mas o conhecimento mundial aumentou com isso. Não posso dar muitos detalhes, por que não me deixam, mas vamos fazer Destino: La Templanza. Queremos começar em breve e estamos muito animados.

O que você mais gosta da vida de escritora?

Muitas coisas! [risos] Gosto de sair do meu país, falar com leitores do outro lado do oceano e comprovar, acima de tudo, que as emoções e reflexões são muito parecidas em todos os lugares. Depois de tantos anos trabalhando na vida acadêmica, com uma estrutura pautada por uma programação e calendário, poder administrar meu tempo, tomar minhas próprias decisões e ser responsável pelos meus projetos é ótimo. Não sei porque não fiz isso 25 anos antes [risos]

As Épicas Aventuras de Lydia Bennet é um livro sobre procrastinar

Amo as protagonistas de alguns livros e me irrito profundamente com as de outros. E não porque a história não seja legal, mas pelo fato de eu sentir que falta alguém para chacoalhar essas mulheres e dizer: “Presta atenção no que você está fazendo!”. Bom, foi isso que aconteceu com As Épicas Aventuras de Lydia Bennet, de Rachel Kiley e Kate Noble

A obra é inspirada na série do Youtube The Lizzie Bennet Diaries. O nome pareceu familiar? É porque se trata da mesma Lizzie Bennet que você está pensando: a de Orgulho e Preconceito, famosa obra da Jane Austen. A ideia da produção em vídeo é colocá-la como uma youtuber. Imagina toda aquela marra do começo de 1800 traduzida em comportamentos dos jovens atuais em uma das maiores redes sociais do mundo.

Voltando ao livro, ele narra a vida de Lydia Bennet  (aquela que fugiu com George Wickham e se casou com o soldado na versão original, lembra?). Ela passou por um momento bem complicado (na era da modernidade, teve conteúdos seus vazados na internet) e está se preparando para começar um curso de psicologia em uma cidade longe da família. O problema é que ela procrastina o que leva a confusões na vida.

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Para conseguir uma vaga só pra se inscrever na universidade, Darcy precisou dar uma forcinha, ligar lá e pedir esse favor. Ela só tinha que preencher os formulários. Fez isso? Não! O prazo passou (porque ficou enrolando!), ela não contou para ninguém que tinha “dado ruim”, continuou fazendo o curso de verão, mas cada vez menos interessada.

E é isso que me incomoda. A vida é puxada mesmo, para geral. Mas quando temos uma oportunidade bacana não é melhor abraçar? Ou, se realmente não for aquilo que a gente quer, buscar algo que apreciemos? Acredito que a parte mais difícil é contar para a família, mas os comportamentos confusos da Lydia durante a história me cansaram um pouco…

O livro Poesia que Transforma pode, sim, transformar sua vida

Quando peguei esse livro na mão pela primeira vez eu me perguntei: “Esse não é o poeta da Fátima Bernardes?”. E era. Assisti Bráulio Bessa declarando uma vez no Encontro e isso me marcou. Mas sabe o que é mais legal? É que com ele você ainda acaba conhecendo um pouco melhor a poesia de cordel, gênero muito popular no Nordeste e que ganhou na última quarta-feira (19/9) o título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Muito merecido!

Voltando, Bráulio até fala da passagem que eu assisti no livro Poesia que Transforma, onde mistura seus poemas com a história de sua vida e como se tornou poeta. Bráulio foi convidado algumas vezes para participar do programa da Globo, mas no dia 8 de outubro de 2015 foi uma data marcante. Ele declamou “Orgulho de ser Nordestino”, data que é comemorado o Dia do Nordestino. Foi isso que assisti e não esqueci mais.

Em seus poemas a gente sempre acaba pegando uma mensagem de seguir em frente, de cair e levantar, de acreditar, de se dar oportunidade para fazer algo, falhar e tentar de novo. É bastante inspirador e serve como incentivo para aqueles dias que a gente acha que tudo está dando errado. #QuemNunca

Tem um trecho de uma poesia que ficou se repetindo na minha cabeça por um bom tempo depois de ler o livro:

“Quando a vida bater forte

e sua alma sangrar,

Quando esse mundo pesado lhe ferir, lhe esmagar…

É hora do recomeço.

Recomece a LUTAR”

Recomece, Bráulio Bessa

Mas Tem que Ser Mesmo Para Sempre? é uma reflexão sobre o tempo dos relacionamentos

Saudade da Sophie Kinsella? A autora, famosa por Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e O Segredo de Emma Corrigan, volta às prateleiras das livrarias com uma comédia romântica muito engraçada.

Em Mas Tem que Ser Mesmo Para Sempre? (Record), ela narra a história de Sylvie e Dan, um casal que está junto há 10 anos e que, após um check up médico, descobriu que têm chances de viver até os 100 anos. O que significa, matematicamente, que eles terão mais cerca de 70 anos para ficar do lado um do outro.

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Seria lindo se não fosse um choque. Quando você disse que ficaria com seu parceiro “até que a morte nos separe” imaginou que seria tanto tempo assim? Sylvie e Dan não. Por isso, resolver começar a fazer surpresas para evitar que as próximas décadas sejam tediosas.

De uma maneira leve, divertida e engraçada, Sophie levanta uma questão muito relevante em relação aos relacionamentos. A gente não sabe quanto o “para sempre” irá durar. E, começando um relacionamento aos 20 anos, como os personagens, você está deixando claro que dedicará toda sua vida a só um parceiro.

Eu, que já namoro há nove anos, não me assusto. Mas entendo quem toma um choque. Quem sabe as dicas do casal de Sophie pode aliviar um pouco os corações?

Destino de viagem dos sonhos: o Museu da Jane Austen

Quem acompanha minha lista de leitura sabe que sou muito fã de Jane Austen. A autora inglesa que morreu em 1817 escreveu vários romances com protagonistas que eu considero mulheres à frente de seu tempo, principalmente se falarmos de Elizabeth Bennet. Então imagine minha surpresa ao descobrir que autora tem um museu dedicado a ela.

Localizado em Hampshire, na Inglaterra, o Museu da Jane Austen fica na casa onde Jane viveu seus últimos oito anos de sua vida com a mãe e as irmãs. Inclusive, segura essa: foi lá que ela escreveu e publicou grande parte de seus sucessos como: Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Emma e Persuasão. Imagina que sonho passear por um lugar desse?

 

O museu foi inaugurado em 1947 e recebe milhares de turistas todos os anos. Além de conhecer a casa onde Jane morou, os visitantes também verão as primeiras edições de seus livros, algumas de suas joias, móveis, pertences de sua família e a mesa onde ela escreveu a maioria as famosas obras. E, ah, também tem uma lojinha para você levar para casa lembranças do local. O ingresso por pessoa sai por 7,50 libras.

 

Eu nunca fui para a Inglaterra e nem conheço esse museu, mas sem dúvida ele está na lista dos destinos que ainda quero ter a chance de visitar. Alguém me leva?

Passe “Uma Noite com Audrey Hepburn”

Eu adoro a Audrey Hepburn, mas tenho medo de fantasmas. Portanto, se encontrasse a diva do cinema, que faleceu em 1993, sentada no meu sofá, certamente sairia correndo para as colinas. Mas Libby é mais corajosa do que eu, e decidiu encarar a tal “assombração e curtir o momento com seu maior ídolo.

Vamos voltar um pouco. Tudo isso que eu acabei de contar acontece no livro Uma Noite com Audrey Hepburn, de Lucy Holliday.  Na trama, Libby é uma atriz frustrada que acaba de ser demitida e está em busca de encontrar quem realmente é — longe da influência de sua irmã mais nova e de sua mãe, que é sua agente. O empurrãozinho que ela precisa vem de ninguém menos do que Audrey Hepburn, que aparece em sua sala depois de um dos piores dias que uma mulher pode ter.

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Medo de fantasmas à parte, Audrey surge na vida de Libby quando ela mais precisa de uma ajudinha na autoestima — já que tende a acreditar que não é bonita ou talentosa o suficiente… “E você sabe do que eu mais me orgulho? De não deixar nada me assustar. Eu não era qualificada para fazer par com Gregory Peck. Não era boa o suficiente para dançar com Fred Astaire. Mas mergulhei de cabeça, e dei o meu melhor, porque essa é a única maneira de uma mulher encontrar seu lugar no mundo”, diz Audrey a Libby, quando tentava convencê-la a ir a um encontro com um ator gato e famoso. Posso dizer, seguramente, que qualquer mulher passando por um dia difícil e duvidando da sua capacidade iria adorar ouvir essas palavras — mesmo que elas não tivessem saído da boca da Audrey.

E se você se apaixonar por essa história tenho duas boas notícias: 1) Existe a continuação. E na próxima quem ajuda Libby a colocar a vida nos eixos é Marilyn Monroe; 2) Tenho um outro livro com a mesma pegada para indicar: Menina de Vinte, da Sophie Kinsella (a autora da série Os Delírios de Consumo de Becky Bloom). Resumindo, continuo gostando de livros com essa pegada divertida de receber uma ajuda do além, só prefiro não ser a pessoa a vivenciar essa experiência. Afinal, do jeito que sinto medo, no fim das contas, minha história terminaria com dois fantasmas: o meu e do visitante.