Lady Susan: conheça o livro da “vilã” de Jane Austen

A gente conhece as histórias mais famosas de Jane Austen como ninguém. Amamos o Sr. Darcy e rimos com Emma, mas algumas tramas não se tornaram tão populares com o público —  o que não faz delas menos importante ao conjunto da obra da autora inglesa. O livro Lady Susan, por exemplo, nunca foi escolhido para ser publicado pela própria Jane. Só que com sua descoberta, 50 anos após a morte da autora, a história foi divulgada.

Como o nome já diz, o livro conta a história de Lady Susan. Uma mulher manipuladora, argilosa e que quer transformar todas as situações para que sejam favoráveis a si mesma. Em uma grande troca de cartas entre ela e sua melhor amiga, descobrimos suas verdadeiras intenções e planos para aqueles que a cercam.

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Sim, ler Lady Susan é quase como mergulhar em uma caixa de cartas antigas das nossas avós – na verdade, há bem mais tempo que isso. E é na troca de correspondência que descobrimos tudo o que acontece em vários ângulos dessa história.

No fim das contas, fiquei pensando que já existia um problema com a sistehood desde 1874, porque é um tal de uma mulher falar mal da outra nessa história… Dito isso, mulheres, vamos nos apoiar nesse 2018 que a gente ganha mais!

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A Livraria é um livro de negócios à moda antiga

Você teria coragem de começar um negócio próprio hoje em dia? Leve em consideração que existem cursos, maneiras de pesquisar, pessoas para auxiliar e investir… Em A Livraria, de Penélope Fitzgerald, uma mulher da década de 50 decide abrir sua própria loja de livros.

Uma atitude arrojada para uma viúva de cidade pequena. Um local cheio de fofocas, onde todo mundo sabe tudo da vida de todos… Ela mal saiu do banco pra pedir um empréstimo e não era novidade na cidade sua decisão.

E, claro, o que por um lado agrada uns, incomoda outros — que queriam o lugar que ela escolheu para sua livraria para começar um outro tipo de empreendimento. Florence não se amedrontou, e colocou o bloco na rua.

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Como é uma história que se passa há quase um século, me senti quase que dentro dos livros da Jane Austen. Pela maneira como as pessoas conversam, se portam, pelos nomes, como conversam… Tudo tem aquele toque de educação inglesa.

E, pra quem não ama ler (mas considera, vai! Esse livro tem só 159 páginas) a obra inspirou um filme que leva o mesmo nome e que ganhou alguns prêmios ao redor do mundo.

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A série da HBO, Objetos Cortantes, é inspirada em um livro

O que você gosta mais: ler antes de assistir ou só assistir? Existem muitas adaptações para cinema e TV que parte dos livros. Umas ficam incríveis, outras nem tanto. Mas eu sempre acho bem legal ter os dois lados na cabeça antes de apontar o dedo: as páginas e a adaptação. O livro da coluna dessa semana é Objetos Cortantes, de Gillian Flynn e que ganhou uma versão na HBO.

A história narra a vida de uma jornalista Camille Preaker, que volta a sua cidade natal para investigar o assassinato de duas jovens meninas. Ela abandonou aquele lugar há oito anos e é muito difícil, por conta de seus próprios problemas psicológicos, estar de novo naquele ambiente.

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Você colocaria em risco sua saúde mental por causa de seu trabalho? Camille só voltou porque o chefe a deixou sem saída em busca da história que ele acha que irá trazer reconhecimento para o seu jornal. Quando nossa carreira está envolvida, fica difícil ponderar o que vale ou não?

Na TV, quem vive Camille é a atriz Amy Adams. Ela dará vida a essa menina problemática e que passa seus dias investigando casos policiais.

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Mulheres Alteradas 1, de Maitena, fala da vida feminina com uma pitada de machismo

Há cerca de um mês estreou nos cinemas brasileiro o filme Mulheres Alteradas, com Monica Iozzi, Alessandra Negrini, Deborah Secco e Maria Casadevall como protagonistas. Além de ver o longa antes que ele estreasse, conversei com as protagonistas sobre seus papéis. Como é inspirado em nos HQ da argentina Maitena, as personagens são bem caricatas, mas são também mulheres fortes e decididas — cada uma em seu estilo.

O que eu não tinha feito ainda era ler os quadrinhos originais da Maitena. E confesso que não fui surpreendida para o bem, não. Eles têm, sim, seus momentos engraçados, mas achei boa parte das tirinhas com teor machista.

Não acho que era intencional. Acredito que quando esse HQ foi escrito os posicionamentos de Maitena eram até chocantes para as pessoas da época. Mas mudamos e evoluímos tanto nos últimos anos (pelo o que vi, a obra era da década de 1990), que ler frases como: “Coisas que você percebe quando chega o calor: que você tem barriga” com uma mulher desmarcando um compromisso de biquíni (Oi?), “As seis únicas coisas que as mulheres invejam nos homens: não ter que se depilar, abrir frascos mais resistentes com as mãos e não ter celulite” (Oi??), “Seis coisas que fazem uma mulher se sentir mal: estar gorda e que o ex se envolva com um  mulherão”, nessa última a personagem está com uma corda no pescoço, como se fosse se matar (Oi???) me deixaram bem chocada.  Achei essas passagens bastante absurdas para os padrões de hoje e tudo que já conseguimos alcançar.

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Por outro lado, existe também uma página que levanta as seis injustiças machistas quando o assunto é beleza. Nela, Maitena fala sobre a necessidade de estarmos sempre magras, depiladas, sobre como os homens ficam interessantes quando envelhecem e as mulheres feias e como o preconceito e ter um relacionamento com alguém mais novo é bem pior para nós.

Nos fim das contas, tem um mix interessante e quadrinhos engraçados, divertidos e irônicos para ler. Não desaconselharia à leitura de ninguém, porque vale ver com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões.

Você vai querer entrar para o “Clube da Luta Feminista”

Esse livro é uma mistura de ‘valorize a força da sororidade’ com ‘respeita as minas’. A jornalista Jessica Bennet é a responsável pelo Clube de Luta Feminista, que como o nome já diz, incentiva mulheres a entrar em um clube em que o objetivo é lutar pelos nossos direitos.

E sabe o que é legal? O clube existe de verdade. Ela o criou com umas amigas para poder abrir o coração e falar das injustiças que elas viam e viviam no ambiente de trabalho. O resultado foi um livro cheio de dicas de como evitar o machismo e ter mais autoconfiança.

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Jessica explica os tipos de homens que podem nos colocar para baixo ou sendo machistas no nosso dia a dia (aquele que rouba sua ideia, o que acha que você é menos por ser mulher, o que a interrompe nas reuniões) e ensina a lidar com eles de forma prática. Ela também fala das maneiras que nós nos sabotamos  — e como fazer com que essa nossa força interna que puxa o tapete sumir também. E isso só falando um pouquinho.

Ela traz dados de estudo, explica as questões baseadas em alguns fatos reais que aconteceram com as amigas… Nada na luta pelo feminismo é ficção, e Jessica constrói o livro com imagens, jogos, contratos de mentira e desenhos de uma maneira que acabamos entretidas e, ainda assim, falando de coisas sérias.

Marquei muitas passagens, mas uma delas, faladas pela criadora da COSMOPOLITAN, Helen Brown. “Não permita que sempre te coloquem para fazer ata da reunião. Senão, você vai continuar transcrevendo à tarde toda enquanto os outros estão se adiantando na tarefa em função da qual a reunião foi convocada”, disse.  Você tem tanto direito (e capacidade) para sentar na ponta da mesa quanto qualquer homem. Levante a cabeça e assuma isso!

Ou seja, conhecimentos não irão faltar.

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Rose McGowan lança “Coragem”, sua biografia, e a história de sua vida é dura

Talvez esse tenha sido o livro mais duro, sofrido e difícil que já li nos últimos tempos. Coragem, escrito por Rose McGowan, uma das primeiras atrizes a denunciar o produtor de Hollywood Harvey Weinstein — fato que deu força ao movimento #MeToo e a todas as outras mulheres virem à tona sobre seus assediadores —, mostra como a atriz teve uma vida muito difícil.

Desde a infância, quando pertenceu a uma seita na Itália, até quando chegou a Hollywood, Rose só enfrentou dificuldades. Ela viu homens abusarem de crianças, usou drogas, morou na rua, fugiu de uma clínica de reabilitação (quando ainda não era viciada), sofreu abuso do pai, dormiu em closet dentro de sua própria casa e chegou a ouvir que não era digna de ter talheres para comer —  de seu próprio pai.

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É uma história tão dolorosa, que você sente no peito a aflição de quem não tinha saídas para as situações que enfrentou. O abandono da família, os horrores das ruas, o poder que a anorexia e um relacionamento abusivo têm para destruir a vida… Rose não teve um dia de folga.

A história é muito bem contada e te prende página a página. Ao passá-las, você quer saber como ela conseguiu sair dessas situações e se tornar uma atriz de sucesso. Ao ver todos os problemas que teve que superar pra ser quem é, dá até vergonha das vezes que eu reclamei da minha própria vida.

 

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“Menina de Vinte” é um livro para quem não tem medo de fantasmas

Eu adoro os livros da Sophie Kinsella, e talvez você também. Ela escreve essas histórias leves, divertidas, com romance, mas sem exageros, com piadas e em cenários que nos faz ter vontade de viajar. E em Menina de Vinte ainda dá um toque especial de investigação.

Calma, eu explico. Na trama, a tia avó de Lara Lington morre, mas não vai embora desse mundo. Sadie passa a ser uma companhia diária de Lara por uma questão muito importante: ela precisa encontrar um colar que desapareceu.

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Agora, junte essa investigação, sumiço misterioso de uma joia, um falecimento e Sophie Kinsella. O resultado é uma protagonista desastrada, mas determinada a conseguir encontrar a o item desaparecido — para que a tia possa enfim ficar em paz.

Estava pensando se conseguiria dizer qual minha cena preferida, mas não consigo. Assim como todos os outros livros de Sophie Kinsella que li, esse prende o leitor logo nas primeiras páginas. Fica difícil largá-lo sem antes saber o fim da história.

 

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O Diário de Anne Frank em quadrinhos é triste como o original

Não tem um jeito bom de contar a história de Anne Frank. A vida dessa jovem judia que se escondeu por um longo período do tempo dos nazistas é, e acredito que sempre será, uma das mais tristes que já li. O que tem é como mergulhar em seu diário de uma forma diferente.

O Diário de Anne Frank em quadrinhos, ilustrado por Mirela Spinelli, da Editora Nemo, nos coloca mais uma vez em meio à guerra que conhecemos com a narração dos diálogos francos que Anne tinha com seu diário.

Falta de comida, ansiedade, depressão, cansado, medo… Esses são só alguns dos sentimentos que ela (e sua família) sentiam durante o tempo que passaram no esconderijo. Nunca serei capaz de entender o tamanho da maldade que fizeram com essas pessoas.

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Por quê? Pra quê? São perguntas que me faço até hoje, sem conseguir entender como alguém (ou um regime) tem coragem de fazer tão mal a outros seres humanos. Só porque eles não têm sua religião… E como outros concordavam com isso?

Fui obcecada  por essa parte da história quando estudei a Segunda Guerra Mundial na escola. Li vários livros sobre o assunto (inclusive, tenho algumas versões do diário da Anne), mas toda vez que volto a reviver esses acontecimentos não consigo controlar a sensação de tristeza que pesa no meu peito.

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Justin Timberlake lançará um livro sobre sua vida

O cantor Justin Timberlake fará muito mais do que só “rock your body”. Ele agora também é escritor e está prestes a lançar um livro sobre sua vida e carreira. O anuncio sobre a novidade foi feito por ele mesmo em seu perfil no Instagram.

“Pessoal, eu tenho novidades! Estou trabalhando nisso há um tempo e feliz em finalmente mostrar em primeira mão meu primeiro livro, o ‘Hindsight’. Estou animado para compartilhar essas fotos e histórias com vocês. O lançamento é no dia 30 de outubro”, escreveu o cantor.

A novidade que será publicada pela Harper Collins nos Estados Unidos, ainda não tem data de lançamento para o Brasil. Mas assim como Justin, estamos animadas para ver o resultado que isso trará para nossas prateleiras.

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Sheryl Sandberg te ajuda na hora de enfrentar adversidades com o livro “Plano B”

Não sou uma pessoa muito emotiva. Raramente choro com filmes. Em compensação, não me aguento com programas de talento. Voltando ao foco inicial, é raro eu derrubar lágrimas por algo que li ou assisti. Mas, só precisei chegar a página três do livro Plano B: Como Encarar Adversidades, Desenvolver Resiliência e Encontrar Felicidade, da Sheryl Sandberg, para ter lágrimas caindo no rosto.

Sheryl, uma das executivas mais importantes do Facebook, já tinha escrito outros livros antes, mas esse era diferente. Ela tomou a iniciativa para falar sobre luto. Dave, marido de Sheryl, morreu de repente durante uma viagem do casal. E essa perda a fez colocar a vida em perspectiva.

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A cada descrição do que ela está passando é como se a gente conseguisse sentir o mesmo sofrimento e dor. Com a ajuda de Adam Grant, um psicólogo, ela levanta estudos e maneiras usadas pela ciência para superar momentos traumáticos, mas sem cravar certezas e fórmulas mirabolantes. Como ela mesma diz: cada caso é um caso e cada um sofre de uma forma diferente.

Mesmo que não esteja passando por uma situação de luto, dá pra adaptar as dicas para várias áreas da vida. É válido, inspirador e tocante.