Nicholas Sparks fala sobre suas obras e personagens fortes

Olha que honra! Nicholas Sparks, autor de livros famosos como Um Homem de Sorte, Querido John e Noites de Tormenta, passou pela minha mesa de trabalho e checou as obras que eu tinha por lá (sempre foram muitas) antes de batermos um papo há um tempo.

Nicholas é educado, tranquilo, fala baixo e passa uma grande serenidade enquanto conversa. Mas esse perfil “de boas” não o impediu de ser uma máquina de sucessos, tanto nas livrarias quanto nos cinemas. Com 11 adaptações para o cinema assinadas em seu nome (algumas com ele mesmo como roteirista), o americano conquistou o público e fãs ao redor do mundo.

 

As pessoas o abordam mais para falar dos livros antigos do que para falar sobre os novos?

Sim, e tudo bem porque eles são os mais conhecidos. Então não é surpreendente que eles conversem comigo sobre obras antigas. E, claro, muitas das obras mais velhas se tornaram filmes e isso aumenta a reconhecimento que elas recebem.

No final do filme O Diário de uma Paixão os personagens principais morrem juntos. Pra mim esse é um final feliz, para muitos, triste. Como você o vê?

Acho que o filme terminou da melhor forma que poderia ter terminado. No fim das contas, a história era de um cara que ama essa mulher para sempre e que vai ficar com ela até que não precisasse mais ficar. Para mim foi um grande final.

Suas histórias são inspiradas em sua própria vida?

Algumas foram. O Diário de Uma Paixão foi inspirado pela história dos avós da minha ex esposa, Um Amor para Recordar é sobre minha irmã e sua luta contra o câncer, Uma Carta de Amor é sobre o meu pai depois da morte da minha mãe, Querido John foi inspirado no meu primo. Muitos dos meus livros têm raízes na minha própria vida.

Seus personagens são fortes. Você acha que eles têm a habilidade de passar um pouco dessa força para quem está lendo a história?

Acho que sim. Acredito que é inspirador para quem lê, pois são personagens do mundo real. Quero que meus leitores leiam e pensem “isso poderia acontecer comigo”, “isso me lembra a vida de alguém que conheço”, “isso me lembra meus avós” ou “essa é a minha história com meu namorado”. Quero que as pessoas se sintam conectadas com os personagens e os acontecimentos.

Você recebe mensagens dos seus leitores?

Recebo muitos e-mails de pessoas ao redor do mundo. Eu leio todos. É emocionante. Já recebi histórias incríveis e tocantes sobre os motivos pelos quais eles gostaram dos livros. Sobre A Última Música recebi tantas mensagens de meninas que se reconectaram com seus pais depois de ler a história. Uma brasileira, inclusive, me encontrou em uma sessão de autógrafo e me agradeceu. É bem tocante.

No total, tem onze filmes inspirados em seus livros. Você se envolve na produção?

Trabalho de forma bem intensa com os produtores e com o roteirista a não ser que eu mesmo escreva o roteiro. Sou envolvido na escolha do diretor, do elenco…

Aliás, seus filmes têm ótimos elencos! Channing Tatum, Ryan Gosling, Zac Efron, Liam Hemsworth…

Josh Duhamel, Richard Gere!

Você tem planos para um próximo filme inspirado em seus livros ou vai parar na marca dos onze?

Não, vamos continuar criando filmes. Acredito que o próximo será O Guardião e depois desse eu não tenho certeza. Vamos acompanhar para ver o que vem.

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