“Paris para Um e Outros Contos”, de Jojo Moyes, é apaixonante

Confesso que quando olhei para esse livro de Jojo Moyes, autora de Como Eu Era Antes de Você, estava esperando dar de cara com uma história triste. Me sentia preparadíssimas para chorar e ver meu coração aos pedacinhos com uma nova tragédia. Mas que surpresa boa! Em vez de lágrimas, morri de rir.

Essa obra da inglesa é um livro com 10 contos. O que dá nome ao conjunto é o maior deles, com 90 páginas.  As outras histórias não passam de 30. Como na minha opinião um bom livro a prende no primeiro capítulo, vou contar um pouquinho da história principal.

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Um final de semana romântico em Paris parece um sonho. Não, espera, é um sonho! Menos para a Nell que planejou viver esse momento com o boy da sua vida e se viu abandonada na estação e sozinha na cidade luz. Isso mesmo: o cara NUNCA apareceu!

O que você faria? Voltaria para casa? Curtiria a vida francesa por dois dias? Foi essa indecisão e em uma junção de outras situações que fizeram a inglesa repensar sua vida, que o destino de Nell se cruza com o de Fabien, um garçom-escritor meio acomodado com o mundo.

Shiiiiu! Chega de spoiler! Sabe o que é mais gostoso dessa história? É que enquanto a gente pensa que só dá para curtir a cidade luz acompanhada, acabamos descobrindo que nenhum lugar perder a magia se você não deixar — mesmo que tenha acabado de levar um pé na bunda!

“Tintos e Tantos” te leva em uma viagem pelo mundo da gastronomia

Geralmente leio a contra capa dos livros e vejo o que alguns veículos renomados estão falando. Tintos e Tantos, da americana Stephanie Danler, bateu todos os recordes nesse sentido: tem elogios até na capa! E uma das revistas a elogiá-lo foi a COSMOPOLITAN americana. Segundo elas,  “as descrições de vinhos, comidas e relacionamentos de Stephanie Danler dão mais do que água na boca. Elas beiram orgasmos”. Responsabilidade grande, não?

A obra conta a história de uma mulher de 22 anos que decide deixar sua pequena cidade natal para tentar a vida em Nova York. Ela não pensou duas vezes em pegar seu carro, algumas caixas com seus pertences e alugar um quarto em Williamsburg (aliás, se você tiver viagem marcada para a Big Apple, vale muito visitar esse bairro), com só um colchão no chão, pra tentar mudar a vida. De cara ela consegue um emprego como garçonete em um dos restaurantes mais renomados de Manhattan e se vê imersa em um novo mundo.

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Stephanie escreve a história dando pequenas dicas de culinárias e mostrando um cenário que é comum pra muita gente: ter dificuldade de se adaptar e fazer amigos em um novo ambiente de trabalho. Como muitas tramas que se passam em Nova York, os personagens tem um toque esnobe, seguros de si  e com muitos sonhos para realizar. Por outro lado, ela narra tudo de uma maneira bem diferente, onde você se vê dentro de um ambiente tentando descobrir como seria o gosto daquele vinho, o sabor daquela ostra e o qual o temperamento real do chef de cozinha.

Dá vontade de descobrir as histórias que estão por trás da própria história, sabe? E se você tiver uma taça de vinho para acompanhar essa aventura, melhor!

 

Esse é o livro certo para quem vive a vida “Entre Umas e Outras”

Lá vou eu de novo tentar convertê-la para o mundo dos quadrinhos. Acredite que é legal e dá uma chance, vai! Vale começar pelo graphic novel Entre Umas e Outras, da Julia Wertz, que não poderia ser mais vida real se tentasse. Quando a gente se identifica, a leitura flui mais fácil.

Na história autobiográfica, Júlia conta como (e o motivo) que decidiu deixar São Francisco e tentar a vida em Nova York. Na introdução ela admite saber que é uma trama clichê, que o mundo está cheio de histórias de pessoas que “comeram o pão que o diabo amassou antes de se dar bem” na Big Apple e já se desculpa. Sem precisar. Apesar de já termos vistos uma narrativa como essa antes, cada história é uma história — só o cenário se repete.

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Ela morou em apartamento pequeno (claro!), trabalhou como entregadora de comida, tentou um estágio em jornalismo, bebia demais, não tinha o melhor senso de estilo do mundo, mas seguiu em frente. Foi indo com seu cabelo de capacete, mochila suja e calça de sempre.

Acho inspirador ver que em meio a maior confusão ainda dá para sair um pouco de luz. Mesmo que você olhe para os lados e fale: “Agora ferrou. Daqui não dá mais pra sair”, sempre tem aquele caminho que te leva a onde deseja. É fácil? Não. É rápido? Não. Cansa? Com certeza. Mas que dá, às vezes, dá. E não tem como não sentir um quentinho no coração ao ver que a vida ainda tem jeito.

 

“O Bom do Amor” é um livro para abrir todos os dias

Alguma mulher romântica por aqui? Confesso que não sou muito (a praticidade fala mais alto na minha personalidade). O problema é que a rotina, às vezes, nos faz pisar no freio e esquecer de pequenos detalhes. É isso que o livro O Bom do Amor, de Laís Soares e Chris Melo, vai te lembrar.

Quem se recorda do álbum de figurinhas Amar é…? Essa obra é um pouco disso com um toque de modernidade. Em cada página existe uma ilustração e uma frase explicando qual o lado bom do amor, como: “dividir o copo”, “ter ao lado sua maior fã”, “ter com quem dividir a estrada e as selfies” e “sempre é hora para um carinho”. Ele é ideal para abrir aleatoriamente e relembrar de algo bom de ter alguém ao seu lado.

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Quando você se sentir um pouco chateada com o boy ou até mesmo quando começar a repensar seu relacionamento, vale dar uma olhadinha neste livro. Se não está mais feliz, bola pra frente que vida de solteira também é bem divertida e vale ser aproveitada. Se for só um dia ruim, lembre-se que um carinho faz bem e avise ao gato que vocês precisam ter um pouco mais de cuidado com a rotina.

O que importa mesmo é ser feliz. Sempre.

 

Aprenda a organizar sua vida com o livro “Diário em Tópicos”

Quando o livro Diário em Tópicos caiu em minhas mãos tive uma certeza: fomos feitos um para o outro. Não acredito muito em horóscopo e zodíaco, mas quem curte diria que meu lado virginiana marca uma presença bem forte na minha vida na questão da organização. Tenho listas do que preciso fazer, não fecho uma mala sem checar duas vezes se tudo o que preciso está lá dentro, anoto todos os livros que leio em uma tabela anual separada por meses, minhas roupas são organizadas por cor… Ou seja: curto esse lance de organização de verdade.

Já faz tempo que aqueles caderninhos lindos e feitos para serem usados de agenda/diário invadiram a internet. Sempre quis comprar um, mas como são caros (muito caros!) acabei desistindo todas as vezes. Com o esse novo livro, descobrir que posso fazer meu e customizá-lo. A obra ensina o passo a passo de como tornar aquele caderno sem graça no seu maior aliado para manter as tarefas (profissionais e pessoais) em dia. “Escrever sobre si mesmo e sua vida (mesmo que só anotações rápidas) é um imenso privilégio, e esse hábito pode ser incrivelmente libertador”, diz a autora.

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Em cada capítulo, Rachel Wilkerson Miller aborda um tópico: como fazer um índice, páginas, anuais, mensais, planejamento de viagem, refeições, compras domésticas, tarefas diárias, financeiras, os códigos que você precisa usar… Dá pra ver que dá trabalho organizar um diário de tópicos que tem a sua cara, mas se for para deixar a vida em dia, vale a pena!

 

O livro Tudo O Que Eu Amo Sobre Você é uma grande história sobre o amor

Ah, o amor… Tá bom, tá bom, admito: não sou a pessoa mais romântica do mundo. Mas me diverti com o livro Tudo O Que Eu Amo Sobre Você, da Editora Planeta. Apesar de ele se chamar de ridículo sem ser clichê logo no começo, por você poder transformá-lo em uma grande carta de amor, também é cheio de curiosidades e histórias que ajudaram a tornar esse sentimento tão popular.

Tem poemas, histórias de Jack e Rose (eles também concordam que os dois cabiam na porta), do Titanic, Romeu e Julieta, como a flecha se tornou um símbolo do amor, os tipos de amores e afins. O livro também tem seu lado interativo: você acaba entendendo a maneira diferente como o amor era visto na Grécia Antiga, na Roma Antiga e, por que não, no cinema.

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É quase como foi dito no começo, dá para escrever uma carta de amor preenchendo as páginas com diálogos, desenhos, poemas e pensamentos que te lembram a pessoa amada. E ainda tem fofurinhas como receitas do amor e uma lista de filmes e músicas pra ver e ouvir juntinhos.

Sim, esse livro explode o coração – e pode fazer explodir o da pessoa que você ama também.

“O Conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago, fala nas entrelinhas

Quem nunca leu José Saramago precisa fazê-lo pelo menos uma vez na vida. Não é uma leitura simples. O escritor português, que é conhecido por não usar pontuação (só ponto final), pode confundir a mente de quem lê se tal pessoa não estiver 100% atenta a cada letra. Para começar a se acostumar com seu estilo, opte por um de seus livros curtinhos, como é o caso de O Conto da Ilha Desconhecida.

A primeira vista, a obra narra a história de um homem que bate na porta de pedidos de um rei querendo um barco. E não só isso: tal súdito resolveu que dormiria ali, atrapalhando a passagem, até que o próprio rei o atendesse. E conseguiu. Quando questionado o motivo de querer uma embarcação, o homem falou que sairia em busca da ilha desconhecida.

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Ninguém colocou fé no que ele queria. Tiraram sarro, disseram que todas as ilhas já eram conhecidas. Mas ele insistiu, e ganhou o barco. O rei, tinha tanta preguiça de atender aos súditos, assim como todos os outros empregados do palácio, que quem acabava abrindo a porta dos obséquios era a faxineira. Tal mulher, ao ouvir o pedido do homem, decide deixar o castelo pela porta das decisões e acompanhá-lo na aventura.

Veja só: o importante de toda essa história não é a trama em si, e sim, o que ela significa. O homem que queria buscar a ilha desconhecida não era prepotente, ao contrário das outras pessoas que acham que sabiam de tudo. Ele acreditava no novo e em sua capacidade de encontrá-lo. Em um de seus sonhos, na primeira noite que passou dentro do barco, ele foi abandonado pela tripulação, e levaram tudo o que ele tinha. Deixaram apenas as sementes de plantas, essas, que se analisadas, podem também ser vistas como esperança.

Moral da história: não corte seus sonhos porque os outros não acreditam que ele pode ser possível. Ele é, e sempre será. Principalmente enquanto houver esperanças…

Quando em Roma… te faz viajar e relembrar de antigas relações

Pode começar me perguntando: “Mas Rafaela, por que relembrar antigas relações é algo bom?”. Calma, não disse que era. Mas nas páginas desse livro esse “momento recordar” irá funcionar de uma maneira engraçada. Quando Em Roma…, escrito por Gemma Townley, não é um livro novo. A minha edição mesmo é de 2005, mas merece um espaço aí na sua estante.

A situação da história é bem simples: Georgie não superou o ex. Por mais que ela diga que ama seu namorado atual e que o tal Mike é história do passado, certamente não é. Tanto que ela ficou imaginando por dois anos (!!!) como seria o reencontro entre eles caso um dia se cruzassem de novo. E como estamos falando de um livro, eles se cruzam. Spoiler: não foi nada como ela sonhou.

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E a partir do momento que ela encontra esse boy do passado, fica claro que uma dúvida sobre o relacionamento atual surge em sua mente. Você aceitaria almoçar com o ex? E ir com ele para Roma? Para muitas pode ser uma atitude bem tentadora… Assim como foi para Georgie.

Além de se divertir com a história, você também vai achar um pouco diferente os termos e a época que a trama rola. Celular era luxo e e-mail é chamado de correio eletrônico (sim, o nome certo em português). Mas o melhor é que você vai conseguir dar uma viajada pela Europa. Um pouco de Londres e um pouco de Roma nunca fez mal a ninguém.

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Vidas Muito Boas, de J.K. Rowling, fará você refletir sobre a vida

Além de J. K. Rowling ter tido a ideia mais genial de história de todos os tempos (sim, sou Potterhead), ela continua escrevendo livros e criando enredos que nos contagiam. Mas dessa vez, sua nova produção, Vidas Muito Boas, não tem nada a ver com a ficção, e sim, com um discurso que a autora fez quando foi paraninfa de uma das turmas de Harvard.

No texto ela fala sobre fracasso. Um sentimento difícil de entender e mensurar — e como lidar com ele. Durante seu discurso, a autora conta sobre os de sua vida de uma maneira que faz com que a gente reflita sobre o que está acontecendo com nós mesmos.

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Para ela, um dos pontos mais baixos, foi estar sem emprego, terminar um casamento e ter uma criança em casa para cuidar. O seu pode ser outro. O que importa é a lição que ela passa sobre a volta por cima. J. K. Rowling usou a sua criatividade para sair do buraco. E você, o que usaria? Qual seu ponto forte?

São essas reflexões que nos colocam para pensar durante as 80 páginas da obra. Sim, é curtinho, mas é também uma boa lição para levar na vida.

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O protagonista de Egomaníaco, de Vi Keeland, não tem nada de autocentrado

Comecei a ler Egomaníaco, da Vi Keeland (Editora Charme) pensando que seria mais um daqueles romances fofinhos onde o cara é arrogante, a mulher tem personalidade forte,  e no fim das contas, eles acabam cedendo e vivendo felizes para sempre (Nada contra! Aliás, adoro esse formato). É mais ou menos isso, não vou negar, mas me surpreendi com o protagonista.

Drew Jagger é um advogado especializado em divórcio. Um perfil comum para um personagem que  faz aquele combo bonito + rico + arrogante. Só que apesar de suas leves brigas com Emerie, uma psicóloga que caiu em um golpe e alugou o escritório do Drew que não estava disponível no mercado, ele é mais complexo do que isso.

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O relacionamento deles é daqueles que começa platônico e se torna algo a mais, naturalmente. Mas é um acontecimento do passado de Drew que mostra quem ele realmente é: preocupado, nada egoísta e dedicado as pessoas que ama.

Sim, ele tem um pouco de egomaníaco, mas acredito que nessas 300 páginas o que me chamou mais a atenção foi seu lado humano.